“Era preciso agradecer às flores”

poesia sophia mello breyner

Era preciso agradecer às flores.
Terem guardado em si,
Límpida e pura,
Aquela promessa antiga
Duma manhã futura.

Escreveu Sophia de Mello Breyner Andresen (1919-2004), a primeira poetisa portuguesa a receber o prémio Camões (o mais importante galardão literário da lusofonia). Sophia era filha de Maria Amélia de Mello Breyner e de João Henrique Andresen. Tem origem dinamarquesa pelo lado paterno, já que o seu bisavô, Jan Heinrich Andresen, desembarcou um dia no Porto e nunca mais abandonou esta região. A mãe, Maria Amélia de Mello Breyner, era filha do Tomás de Mello Breyner, conde de Mafra, médico e amigo do rei D. Carlos. Maria Amélia era também neta do conde Henrique de Burnay, um dos homens mais ricos do seu tempo. O corpo de Sophia de Mello Breyner Andresen está depositado no Panteão Nacional, desde 2014.

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“Quando eu morrer voltarei”

Quando eu morrer voltarei

Quando eu morrer voltarei
para buscar os instantes
que não vivi junto ao mar.

Escreveu Sophia de Mello Breyner Andresen (1919-2004). Esta poetisa foi a primeira mulher portuguesa a receber o prémio Camões (o mais importante galardão literário da lusofonia) e o seu corpo está no Panteão Nacional, em Lisboa, desde 2014.