A livraria de Óbidos que ocupa o espaço de uma antiga igreja

Igreja livraria em Óbidos

A Grande Livraria de Santiago ocupa a antiga igreja de São Tiago, um templo construído pelo rei D. Sancho I, em 1186 e um dos mais emblemáticos de Óbidos, uma vila medieval localizada a 90 quilómetros de Lisboa. Esta igreja era utilizada pela família real portuguesa, quando das suas estadas em Óbidos. Mas o grande terramoto de 1755 arrasou-a completamente e foi reconstruída em 1772, com a sua fachada voltada para a rua direita e a cabeceira encostada às muralhas da vila. Depois de um largo período ao abandono, a igreja foi reconstruída com o propósito de se tornar num moderno espaço literário. Encontra agora na Grande Livraria de Santiago uma enorme variedade de livros, mas aqui também se realizam lançamentos de novos títulos, debates, exposições e até projeções de filmes. Esta livraria está aberta todos os dias da semana, das 10h00 às 19h00 (sextas e sábados até às 21h00).

Bertrand: a mais antiga livraria do mundo fica no Chiado (em Lisboa)

Livraria Bertrand

A livraria Bertrand do Chiado é a mais antiga livraria do mundo em atividade, de acordo com o Guiness Word Records: está aberta há mais de 280 anos! Foi fundada em 1732, por Pedro Faure, um francês radicado em Lisboa, com duas filhas casadas com dois irmãos de apelido Bertrand. Quando Pedro Faure faleceu, em 1753, a sociedade “Faure & Irmãos Bertrand” passou a chamar-se apenas “Irmãos Bertrand”. A livraria Bertrand do Chiado transformou-se, ao longo dos tempos, numa popular tertúlia lisboeta, frequentada por escritores como Alexandre Herculano, Eça de Queirós, Antero de Quental e Ramalho Ortigão. José Fontana, um dos fundadores do Partido Socialista Português e sócio-gerente da livraria Bertrand, aí se suicidou em 1876, com apenas 35 anos de vida e atormentado por uma tuberculose. Já no século XX, foi pouso habitual de Aquilino Ribeiro, Urbano Tavares Rodrigues e José Cardoso Pires. O grupo de livrarias Bertrand foi adquirido, em 2010, pela Porto Editora e atualmente é composto por meia centena de livrarias, espalhadas por Portugal e Espanha.

Lello: a livraria do Porto que inspirou a autora J.K. Rowling

Livraria Lello

A livraria Lello é uma das mais emblemáticas do Porto e uma verdadeira atração turística na cidade invicta. Situada na rua das Carmelitas, a Lello já mereceu destaques por parte do jornal britânico The Guardian e da editora de guias de viagem Lonely Planet. A empresa remonta à fundação da livraria Ernesto Chardron, na rua dos Clérigos. Em 1894, a livraria de Chardron foi vendida a José Pinto de Sousa Lello, que em 13 de janeiro de 1906 inaugurou o novo edifício da livraria Lello, provocando um grande impacto no meio cultural da época. Concebida pelo engenheiro Xavier Esteves, a livraria Lello é um dos mais bonitos exemplares do neogótico portuense. As escadarias interiores da Lello são conhecidas por terem inspirado as escadas de Hogwarts nos livros de Harry Potter, já que a escritora J.K. Rowling viveu no Porto. A partir de julho de 2015, a entrada nesta livraria custa três euros, que são descontados na compra de livros.

Ler Devagar: a livraria que nasceu numa antiga gráfica

Ler Devagar

Ler Devagar é uma das mais bonitas livrarias do mundo, de acordo com publicações tão insuspeitas como o The New York Times e até já serviu como cenário para campanhas publicitárias de marcas internacionais. Nesta livraria, localizada na rua central da Lx Factory, em Alcântara (Lisboa), destacam-se as gigantescas prateleiras preenchidas com livros do chão até o teto, a escultura de uma bicicleta a flutuar de frente para a porta de entrada e uma enorme rotativa de três andares, que imprimia os jornais de antigamente. Além de muitos livros, com ênfase em títulos relacionados com arte e criatividade, a Ler Devagar é ainda palco para concertos, tertúlias, debates, teatro, dança e música. Esta livraria dispõe também de uma simpática cafetaria, dividida pelos seus dois pisos.

A livraria secreta de Nova Iorque

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A livraria Brazenhead funcionou, durante sete anos, dentro de um apartamento de Nova Iorque. Como era ilegal, tinha também de ser secreta. Esta livraria singular, propriedade de Michael Seidenberg, encerrou no passado mês de julho. O segredo da sua existência era conhecido somente por um pequeno número de clientes discretos e partilhado de boca em boca. Michael apenas atendia os seus clientes com hora marcada. Em todas as divisões do apartamento que ocupava, estavam colocadas estantes repletas de fileiras cerradas de livros, que se estendiam do chão até ao teto. Mais livros estavam empilhados sobre as mesas e até no chão, em colunas instáveis. Os clientes visitavam esta livraria percorrendo as várias divisões da casa, descansando em cadeiras, fazendo conversa sobre temas literários, arte, política e histórias pessoais.

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Aqui só há livros sobre Lisboa

Fabula Urbis

A Fabula Urbis é uma livraria especializada em Lisboa. Localizada acima da Sé de Lisboa (siga a linha do elétrico, para a encontrar na rua Augusto Rosa, 27), aqui encontra centenas de títulos sobre esta cidade, em língua portuguesa e também em muitas outras. Para além de livros, álbuns fotográficos, guias turísticos e até livros para pintar sobre Lisboa, também estão disponíveis livros de escritores como Fernando Pessoa, José Saramago e António Lobo Antunes, impressos em castelhano, inglês, francês, alemão, italiano, holandês e até catalão. Um dos bestseller é “Lisboa – O que o turista deve ver”, assinado por Fernando Pessoa por volta de 1925.