“Tenho imensa curiosidade pelo que não vemos, mas sentimos”

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Fábio Santos acaba de publicar – pela Capital Books – “Guerra sagrada – Amael”, o primeiro volume de uma saga recheada de anjos e demónios, que tem Lisboa como cenário. Conversámos com este autor, para entendermos melhor a sua escrita.

Que tal a sensação de ver o primeiro livro publicado?

É meio uma experiência fora do corpo. Sempre gostei de criar e escrever histórias, mas jamais coloquei a hipótese de ter um livro publicado ou até que pessoas gostassem do que escrevo, apenas no reino dos sonhos é que me permitia tais pensamentos. Ver este publicado é estranho, ainda me estou a habituar, mas é algo extraordinariamente bom, na linha de ver um sonho concretizado.

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“Coloco o coração ao dispor dos meus personagens e deixo fluir”

Vanessa Lourenço lança brevemente “A batalha de Sekmet”, o segundo volume de uma trilogia que decorre num universo mágico povoado por uns gatos muito especiais. A autora partilha o seu processo criativo e como consolidou o seu percurso literário.

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“A batalha de Sekmet” é a sequela de “A cria negra de Felis Mal’ak”? O que te levou a escrever este novo título?

“A cria negra de Felis Mal’ak” foi o primeiro volume de uma trilogia que tenho vindo a desenvolver, da qual “A batalha de Sekmet” constitui o segundo volume. Neste novo título, atingimos a concretização da ação que permanece latente ao longo de “A cria negra de Felis Mal’ak”. Este segundo volume revela a verdadeira dimensão da trama e põe à prova, de formas surpreendentes, os personagens que conhecemos no primeiro volume da trilogia.

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“Por agora, a única coisa certinha é que não vou parar tão cedo!”

dudaDuda, a autora de “Elfanos – o Legado” publicado pela Capital Books, partilha a forma como o seu livro foi recebido pelos leitores e o entusiasmo com que vê o seu livro agora exposto, nas livrarias, ao lado de títulos como a Guerra dos Tronos e Divergente.

Como tem sido a resposta dos leitores ao lançamento do teu último livro?

Têm sido opiniões muito boas. O que me deixa radiante e babada. Quer dizer que a história está a cativar. No geral, o comentário mais usual é: “quando sai o próximo?!”, o que também mostra o interesse das pessoas em acompanhar esta viagem por “Elfanos”.

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“Sei que hei de conseguir alcançar o meu sonho de viver da escrita”

Duda é uma jovem autora, residente em Sines, que se estreia na literatura fantástica com “Elfanos – O Legado”, a história de cinco jovens amigos que atravessam um portal mágico e descobrem um mundo povoado de elfos, lobisomens e vampiros.

Duda

Como começaste a escrever e que obras já publicaste?

Comecei a escrever perto dos 12 anos porque achava que os livros que eu lia podiam ser diferentes; que aquela ideia podia ser de outra maneira; que, ao meu gosto, funcionava melhor. Não que fosse verdade, claro. Eu tinha apenas demasiadas ideias na cabeça e arranjei essa forma para as colocar fora dela. O primeiro livro que publiquei foi “Mudança Indesejada – Campus Thomas”, do género romance. E agora vou editar “Elfanos – O Legado”, do género fantástico.

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“Gosto de ler de tudo, mas identifico-me com Stephen King”

António Parada iniciou a sua carreira literária em 2014, com o título “A Guardiã”, uma história de ficção científica que decorre em Portugal. Já este ano, lançou “Adão e Eva”, um romance ao melhor estilo do mestre Stephen King. Enquanto prepara o seu novo livro, desta vez com um ambiente épico, fomos conhecer melhor este autor de Sesimbra.

António Parada

Como define o seu livro “Adão e Eva”? Um livro policial, fantástico, de terror, erótico ou outra coisa qualquer?

No fundo, é um pouco disso tudo! Podemos traduzi-lo como uma narrativa algo híbrida, mas que resulta muito bem no seu conjunto, tendo como pano de fundo, em destaque, o mistério e o insólito.

A narrativa deste título decorre na serra do Gerês, porque escolheu este cenário?

O Gerês é fantástico e mágico. Com facilidade, conseguimos imaginar um enredo literário fantasioso a desenrolar-se nesse espaço verdejante e polvilhado de recantos sombrios. Agora essas histórias fantasiosas tanto podem dar azo a narrativas de encantar, verdadeiros contos de fadas ou, pelo contrário, histórias mais insólitas, onde o suspense, o erotismo e o macabro se impõem…

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“Se é para dar asas à imaginação, contem comigo”

Madalena Condado publicou, em maio, “Yggdrasil”. O primeiro volume da saga “Profecia do sangue” tem como heroína Maria, uma jovem portuguesa, mas a ação decorre maioritariamente na Irlanda. As aventuras do clã MacCumhaill incluem ação, mistério, romance e muita fantasia, incluindo dragões, poções e magia. Enquanto se prepara a publicação do segundo volume desta saga, fomos conversar com a autora.

Madalena Condado
A Madalena publicou recentemente o seu primeiro livro. Onde andou antes?

Por todo o lado, fiz um pouco de tudo, tentando encontrar o meu lugar, mas nunca me senti tão completa como quando escrevo. Desde sempre que adoro contar estórias, passá-las para o papel foi o passo seguinte. Este ano foi finalmente o início desta nova fase da minha vida, da minha nova era. Incentivada por umas amigas, ganhei finalmente a coragem que me faltava e, além de ter publicado o meu primeiro romance, ainda tive a possibilidade de escrever um texto e um poema, que foram também publicados. Sinto que todas as minhas experiências anteriores foram uma preparação para a chegada deste dia, o dia em que publicaria e nada melhor do que o fazer com “Yggdrasil”. É caso para dizer que a árvore começou a dar os seus frutos.

“Yggdrasil” está repleto de fantasia, ação, romance, humor e até umas cenas picantes… A inspiração veio de que forma?

Toda a ficção tem a sua parte de realidade. Escrevo sempre sem saber que rumo vou tomar. Com Yggdrasil sucedeu exatamente desse modo. Estava a ver umas fotografias da minha última viagem a Dublin e a Glendalough, enquanto ouvia rádio. Por coincidência, passaram naquela altura duas músicas seguidas em que ambos os títulos eram Demons, uma de um irlandês e a outra dos Imagine Dragons. Uma coisa levou à outra e algo me fez sentar ao computador. Já só consegui parar quando tinha “Yggdrasil” completo. Sinto que todas as minhas personagens são uma extensão de mim mesma, de tudo o que me rodeia, de todas as experiências por mim vividas, das pessoas que conheço, do que já fiz ou até mesmo do que ainda gostaria de fazer. Em relação aos momentos mais quentes do livro, esses deixo ao leitor pensar de onde possam ter surgido. Fica a promessa de que as coisas ainda irão aquecer muito mais, em todos os aspectos. Se é para dar asas à imaginação, contem comigo.

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