O meu querido dezembro!

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– Adoro o mês de dezembro! – exclamou a mãe.

– Deus me livre! Que horror! Só frio, chuvas, neves que não nos deixam passar na estrada! – gritou o pai.

– Claro que isso ninguém gosta, mas adoro Dezembro! – disse a mãe muito sonhadora.

– Iá! Eu também adoro dezembro, quando fazem desconto na net e oferecem 5 gigas de net para o meu telemóvel! – disse Bianca, enquanto mexericava no telemóvel.

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“Preciso estar junto dos leitores que estão próximos do meu livro”

“O Peregrino” do escritor Luís Ferreira é um dos sucessos editoriais deste Natal. Publicado pela Capital Books, é o retorno deste autor ao Caminho de Santiago.

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“O Peregrino” está a ser um sucesso editorial. A que atribuis isso?

O sucesso de qualquer livro deve-se ao leitor, é quem lê e quem compra que o divulga. Este livro, como qualquer um, depende disso, de leitores que gostem daquilo que escrevemos e que tornem depois as nossas palavras num livro de sucesso. Só tenho de agradecer a todos aqueles que já têm o livro, que o procuram e que constroem o seu percurso, os resultados são consequência de tudo isto. Não basta desejar sucesso a uma obra, porque nada acontece sem a intervenção direta de todos os agentes. De quem escreve, de quem publica e o mais importante, de quem lê.

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“Os peregrinos são os reais protagonistas desta história”

Nuno Sousa e Maria Carmen García são os autores de “Fátima – 100 anos de fé”, compilação de imagens e textos que ilustram uma peregrinação a este santuário. Os dois explicam que os verdadeiros intérpretes desta história são os peregrinos.

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De onde surgiu a ideia para elaborar este livro?

Nuno Sousa: Este é o meu segundo livro sobre peregrinações, depois de “Olhares de um Peregrino no Caminho de Santiago”, que fiz com o Luís Ferreira. É importante mostrar como é uma peregrinação com peregrinos reais. Todas as fotos que aparecem em “Fátima, 100 Anos de Fé” são instantâneos de momentos que aconteceram durante os dias que passei com o grupo de peregrinos de Fernão Ferro. Os textos que acompanham as fotografias são depoimentos escritos pelos peregrinos durante o percurso. Queremos deixar aqui uma referência à preciosa ajuda do Padre Marco Belchior, que escreveu o prefácio do livro, da Conceição Gonçalves que nos conta como nasceu o Grupo de Peregrinos de Fernão Ferro e do Luís Ferreira, um amigo que nos revela no seu depoimento a sua interpretação de “ser peregrino”.

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“Este é um livro maduro, para surpreender os menos jovens”

João e Luís Jesus – dois gémeos com 13 anos – são dos mais jovens autores portugueses e, depois de uma primeira experiência literária, voltam agora à carga com o lançamento de “Até que a doença nos separe”. Trata-se de um romance destinado a um público adolescente, mas os dois gémeos escritores prometem não ficar por aqui.

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Vocês são gémeos e têm ambos 13 anos (devem ser os mais jovens autores portugueses!). Como é que surgiu este gosto pela escrita?

João: O meu gosto pela escrita surgiu bastante cedo. Sempre gostei de escrever, inventar histórias, dar azo à minha imaginação e depois lê-las em voz alta. Mesmo quando andava no primeiro ano de escolaridade, pegava em pequeno livros e, apesar de ainda não ler, inventava uma história para as ilustrações que via. Por vezes, as professoras limitavam um texto a x linhas, eu não conseguia resumir tudo naquela quantidade e ultrapassava-as. E ainda ultrapasso!

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“Publicar um livro era um sonho e é muito gratificante realizá-lo”

Sofia Cardoso publicou um registo autobiográfico intitulado “2015 ao pormenor”, a sua estreia literária, em setembro deste ano. Depois de escutar o feedback dos seus primeiros leitores, esta autora já prepara novas incursões pelo mundo das letras.

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Qual a sensação de publicar o primeiro livro e como é que este “2015 ao pormenor” foi recebido pelos leitores?

Difícil resumir o que se sente… Antes de mais, um profundo reconhecimento. Por ver um ano de trabalho recompensado e o meu tímido talento valorizado. Publicar um livro era um sonho e é muito gratificante realizá-lo. Só que não basta a editora acreditar, é preciso que o público esteja lá depois para o apreciar e este meu “2015 ao pormenor” tem sido muito bem recebido pelos leitores. Aquilo que as pessoas mais realçam é o lado positivo, otimista, a par da prova de força e superação que reconhecem nele. Dizem-me que se revêem nas minhas palavras, que a leitura é agradável e que transmite uma energia positiva que é inspiradora, o que me deixa particularmente feliz porque é precisamente esse o objetivo maior da minha escrita: tocar de alguma forma quem me lê. Depois recebo também elogios ao ritmo e ao meu estilo muito próprio. A propósito, chegou-me a reação de uma criança de sete anos que ao ler uma passagem exclamou de entusiasmo para a mãe: «parece poesia!», o que prova que o livro é abrangente, podendo cativar várias idades. Tenho também quem me diga que quando começou não conseguiu parar. Que a ideia da estrutura do livro está muito boa, porque é fácil de ler. Já pus a ler quem não gostasse de o fazer, por exemplo… Sobretudo, quem se encontrou nas suas páginas, ficou sensibilizado e achou graça, desde logo, ao desafio de se procurar, sabendo naturalmente que faz parte dele. Se bem que, devo dizer, ainda haja quem desconheça que inspirou um ou mais pormenores deste livro, fazendo assim também parte dele sem saber…

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“Mesmo que dê trabalho, escolham ser felizes…”

Fredy Vinagre – prestigiado terapeuta quântico e ex-jornalista – publica agora o seu primeiro livro na Capital Books com uma missão clara: ajudar os seus leitores a serem mais felizes. Trata-se de um manual simples e muito prático para todos os que se decidem pelo caminho da felicidade e querem dicas para lá chegar mais rapidamente.

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“Ser feliz custa tão pouco” é o teu primeiro livro. De que trata e porque este timing para a sua publicação?

De um tratado, um manual, um guia prático de exercícios e de propostas que nos ajudam nesta arte de ser mais feliz. O timing é simples… estava na altura de colocar em papel tudo o que ensino aos meus clientes.

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“É um livro que aborda o suicídio e que também fala de homofobia”

Filipe Vieira Branco é o autor de “Deixa-me ser”, um título autobiográfico que conta a sua experiência pessoal no processo de assumir publicamente a homossexualidade. É um livro que aborda na primeira pessoa a homofobia, mas também amor e aceitação.

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De que trata este teu novo livro, que tem um caráter autobiográfico?

Conta a história do meu coming out, do que foi assumir-me como homossexual junto da minha família aos 20 anos e de tudo o que se passou depois disso. É um livro que aborda de forma muito direta o suicídio e que na sua essência fala também de homofobia, preconceito, mas também de amor e aceitação. E fala de outro assunto, que nunca referi na divulgação, porque quero que seja uma surpresa total para quem vai ler. É um assunto ainda mais tabu que a homossexualidade ou o suicídio. É algo de que ninguém quer falar. E sei que vai ser um choque para a maioria das pessoas, mas foi por isso mesmo que o escrevi.

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“Os anos 60 cativam-me pela liberdade e pela afirmação”

Filipe Queiroga assina “O Infante”, o relato da viagem do jovem Zacarias até França, durante os anos 60 do século passado, numa jornada à descoberta do mundo e de si próprio. Conversamos com este autor, para entender mais sobre a sua escrita.

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Este é o seu primeiro livro? Porque o decidiu escrever?

Sim, é o meu primeiro livro. Comecei a escrever há vários anos, mas apenas poesia, sem nunca ter editado qualquer trabalho e apenas por satisfação pessoal. Entretanto senti vontade de experimentar algo diferente, porque sempre gostei de ler e porque achei que poderia ter outra liberdade de criação ao escrever um romance.

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“Coloco o coração ao dispor dos meus personagens e deixo fluir”

Vanessa Lourenço lança brevemente “A batalha de Sekmet”, o segundo volume de uma trilogia que decorre num universo mágico povoado por uns gatos muito especiais. A autora partilha o seu processo criativo e como consolidou o seu percurso literário.

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“A batalha de Sekmet” é a sequela de “A cria negra de Felis Mal’ak”? O que te levou a escrever este novo título?

“A cria negra de Felis Mal’ak” foi o primeiro volume de uma trilogia que tenho vindo a desenvolver, da qual “A batalha de Sekmet” constitui o segundo volume. Neste novo título, atingimos a concretização da ação que permanece latente ao longo de “A cria negra de Felis Mal’ak”. Este segundo volume revela a verdadeira dimensão da trama e põe à prova, de formas surpreendentes, os personagens que conhecemos no primeiro volume da trilogia.

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“Este livro é uma obra que de certeza irá contagiar o leitor”

“O peregrino” é o novo romance de Luís Ferreira, com lançamento agendado para o próximo dia 5 de novembro. Fomos conhecer os contornos deste título, que marca o regresso do escritor, conhecido pela sua paixão pelo Caminho de Santiago, à ficção.

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Depois de “Entre o silêncio das pedras” estiveste três anos sem publicar nenhum novo romance. Porquê este silêncio?

Desde o “Entre o silêncio das pedras” e este novo romance existiram dois livros, “Olhares de um peregrino no Caminho de Santiago” e o “Diário do Xavier Lopes”, mas na verdade não existiu nenhum trabalho de fundo. A envolvência do “Entre o silêncio das pedras” levou a muitas apresentações e isso obrigou a desviar o tempo e o foco para a disponibilidade de um novo projecto e quase que fiquei refém de um livro, tudo girava em torno daquele. Por outro lado, tentei concentrar-me na escrita e fiz diversas tentativas para iniciar algo, mas nada correspondia ao que desejava e me preenchesse como autor. Talvez tenha vivido a falta de inspiração para escrever algo novo. De facto tornou-se a maior travessia do deserto que alguma vez tive, mas provocada por uma luta em querer fazer vingar a obra referida, contra muitas barreiras e sentindo muitas decepções. No entanto, um livro é aquilo que o leitor quer e eu como autor sou também o reflexo disso. É muito tempo investido e trabalho despendido para depois o mercado estabelecer outras regras. Mas é algo que já está ultrapassado.

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