“Não sou lá muito de finais felizes, tendo a dramatizar tudo”

O Gonçalo S. Neves é um rapaz de 25 anos que mantém uma página no Facebook, onde publica uns textos pequeninos e um pouco misteriosos. Como juntou uma legião de milhares de fãs, quisemos matar a nossa curiosidade com umas perguntas atrevidas.

gonçalo neves

O Gonçalo é um bom rapaz, um pouco tímido até, ou é mais pelo contrário?

O Gonçalo é uma incógnita. É uma pessoa tímida e introspectiva. Precisa de tempo, de coragem e de conhecer bem o que o rodeia, para que se sinta à vontade. Fala pouco mais do que lhe perguntam e não tem grande iniciativa de conversa em grupo. Deve ser por isso que escreve.

Que andaste a fazer pela Polónia durante o último ano?

A Polónia surgiu em plano de Erasmus+, com o intuito de finalizar a minha licenciatura em Engenharia Biológica, a vida tem destas ironias. Foi um grande desafio: mudar-me para o coração da Europa, desconhecendo a cultura e a língua, completamente sozinho. Chegou a ser assustador. Mas no fundo, foi tudo isso que acabou por ser mais enriquecedor. Acabei por conhecer a história, as pessoas, a cultura e os hábitos. Hoje, a Polónia é como uma segunda pátria e as pessoas que conheci, como uma família. Ainda trouxe umas ideias para alguns textos. Inspiradora, é como defino a minha passagem pelas terras do holocausto.

O que te impulsionou para criares esta página no Facebook?

Comecei por partilhar o pouco que escrevia na minha página pessoal de Facebook, onde os comentários já eram bastante positivos. A página surgiu para que as minhas palavras se tornassem de maior alcance e chegassem a um número maior de pessoas, dos vários cantos do país e da lusofonia. A experiência tem sido autêntica e gratificante.

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