“A nossa imortalidade é possível através do que escrevemos”

Madalena Condado é a autora das sagas Profecia do Sangue e A Irmandade da Cruz. Conversámos com ela, a propósito do lançamento do segundo volume da primeira destas sagas, intitulado “Fivela de Aker”.

madalena condadoLançaste recentemente Fivela de Aker, o segundo volume de Profecia do Sangue. Podes revelar do que se trata e um pouco da trama?

“Fivela de Aker” é o segundo livro da saga “Profecia do Sangue”, que para grande satisfação minha foi lançado na Feira do Livro de Lisboa. Aproveito para convidar todos os leitores que já tiveram a possibilidade de ler “Yggdrasil”, o primeiro livro desta saga, a continuarem a seguir as peripécias de todas as personagens envolvidas nesta fantástica aventura que desta feita nos leva numa viagem através dos séculos. Terão a oportunidade de conhecer outros locais, Transilvânia, montanhas de Ridnitsohkka, Stechovice e voltar sempre aquele local onde nos sentimos em casa, Glendalough nas montanhas de Wicklow. Irão ainda aparecer novas personagens, situações mais ou menos complicadas com que se depararão, muito amor, desejo, magia, a loucura do nosso Fionn, mas principalmente uma morte e estou curiosa para ver como os leitores reagirão a isto.

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“Tivemos a sorte de encontrar quem acreditasse neste projeto”

Madalena Condado, Duda e Vanessa Lourenço são autoras de livros do estilo fantástico – todas publicadas pela Capital Books – que juntaram esforços no coletivo Escrita3ncantada para prosseguirem a divulgação dos seus trabalhos. As três explicam-nos porque motivo se associaram e até onde querem ir com isto.

escrita3ncantada

O que vos levou a se juntarem neste projeto Escrita3ncantada?

O facto de partilharmos a mesma paixão pela escrita e a nossa determinação conjunta no âmbito da valorização do nosso trabalho. A química e cumplicidade enormes que se desenvolveram entre nós, ditaram a continuação deste projeto, que pelo apoio mútuo demonstrado se tem revelado extremamente compensador.

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Oíche Nollag – um conto de Natal da autora MBarreto Condado

ash tree

Estava sozinho, prostrado perto da enorme janela da sala, os olhos colados na escuridão da noite. Apesar de pouco distinta àquela hora, a paisagem lá fora tão sua conhecida continuava a acalmá-lo tal como sempre fizera mesmo nos momentos em que andara perdido na escuridão mais glacial que atormentara a sua alma. O vento frio que se fazia sentir e que agitava os freixos não conseguia penetrar no calor do seu lar, naquela casa onde o amor continuava a ser a chama permanente que os aquecia. Caminhou até à lareira onde colocou mais turfa, a sua única função naquela noite era mantê-la acesa e esperar. Contudo, o tempo parecia não querer passar ou então era ele que estava mais ansioso, afinal aquela seria uma celebração diferente, uma reunião de família onde pela primeira vez estariam todos juntos.

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Em “Lua do Lobo” existem segredos, magia e portais

MBarreto Condado apresenta publicamente o seu novo livro – “Irmandade da Cruz – Lua do Lobo” no próximo dia 12 de dezembro, numa edição da Capital Books. Fomos saber mais sobre este título, o primeiro de uma nova saga desta profícua autora, que se inspirou na sua própria experiência enquanto adolescente num colégio interno.

Madalena Condado

Este novo livro é uma história à volta de um grupo de alunas de um colégio interno, mas repleto de mistério e magia. Queres adiantar um pouco da obra?

Quando era mais nova, andei durante 10 anos num colégio em regime de externato, ai tive o privilégio de conhecer um grupo fantástico com quem criei uma relação de amizade tão forte que, com o passar dos anos, se transformou numa verdadeira irmandade. Esta ideia surgiu a partir daí. Mas em “Lua do Lobo” vamos encontrar muito mais. Aqui aprendemos a não acreditar em tudo o que nos rodeia e nos é dito. As pessoas são muito mais do que aquilo que aparentam ser, existem segredos ancestrais, magia, portais, protetores, mas o mal está sempre à espreita e é contra ele que as internas serão confrontadas. Aqui vamos encontrar ainda amores verdadeiros, ódios, intriga, morte e… bem, para saberem mais terão mesmo que abraçar esta irmandade com a certeza de que à noite, quando virem a lua brilhar, saibam que estão sempre protegidos pelos guardiões.

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Madalena Condado publica primeiro livro de nova saga

Madalena Condado

Madalena Condado – a autora de “Yggdrasil – Profecia de sangue”, que assinou com o pseudónimo MBarreto Condado –  vai publicar, ainda antes do próximo Natal, o primeiro de uma nova saga “onde vamos conhecer um grupo de amigas muito especiais, unidas pela confiança e pelo amor, tutoras que são mais do que aquilo que aparentam ser, uma casa que esconde caminhos secretos e que nos transportam para mundos paralelos, seres antigos, guerreiros, guardiões, velhos livros. Nesta saga existe magia, intriga, amores, ódios, desejos e morte”. Trata-se do primeiro volume de uma saga que levará estas amigas, ao longo de uma trilogia, a descobrirem a sua verdadeira essência e a contornarem obstáculos impossíveis. A autora confirma, com este novo título, a sua preferência por universos fantásticos e explica que “adoro sonhar com o impossível e este género permite-me fazê-lo. Neste livro coloquei situações reais que me aconteceram num passado não muito distante. E deu-me um tremendo gozo a forma como o acabei, indo contra todas as expectativas da minha maior crítica, que já o leu. Adorei a reação dela, quando terminou a leitura”. Para o lançamento do seu livro, Madalena Condado garante estar a preparar algo fantástico: “os guardiões representados neste livro são seres verdadeiramente excepcionais e tentarei que o lançamento público do livro seja feito no espaço que ocupam, em Lisboa. Espero com isso chamar a atenção para a sua recuperação e para a importância que tiveram desde sempre na sua relação com o meio ambiente e com o próprio homem. E mais não digo!”.

Noite de Samhain – um conto de Halloween de MBarreto Condado

halloween

Que maldita noite tinham escolhido para se aventurarem pelos caminhos de Sintra. Só esperava que o carro não lhes falhasse antes de chegarem a casa de Elisabete. Catarina conduzia, tirara a carta há pouco mais de um mês, mas fazia-o com uma fantástica mestria, nascera para aquilo. Tinha colocado a morada da amiga no GPS do seu telemóvel, mas naquela zona já ficara sem rede por diversas vezes e habituada como estava a estas modernices da tecnologia, nem se lembrara de imprimir um mapa, que funcionaria como solução alternativa…

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“Se é para dar asas à imaginação, contem comigo”

Madalena Condado publicou, em maio, “Yggdrasil”. O primeiro volume da saga “Profecia do sangue” tem como heroína Maria, uma jovem portuguesa, mas a ação decorre maioritariamente na Irlanda. As aventuras do clã MacCumhaill incluem ação, mistério, romance e muita fantasia, incluindo dragões, poções e magia. Enquanto se prepara a publicação do segundo volume desta saga, fomos conversar com a autora.

Madalena Condado
A Madalena publicou recentemente o seu primeiro livro. Onde andou antes?

Por todo o lado, fiz um pouco de tudo, tentando encontrar o meu lugar, mas nunca me senti tão completa como quando escrevo. Desde sempre que adoro contar estórias, passá-las para o papel foi o passo seguinte. Este ano foi finalmente o início desta nova fase da minha vida, da minha nova era. Incentivada por umas amigas, ganhei finalmente a coragem que me faltava e, além de ter publicado o meu primeiro romance, ainda tive a possibilidade de escrever um texto e um poema, que foram também publicados. Sinto que todas as minhas experiências anteriores foram uma preparação para a chegada deste dia, o dia em que publicaria e nada melhor do que o fazer com “Yggdrasil”. É caso para dizer que a árvore começou a dar os seus frutos.

“Yggdrasil” está repleto de fantasia, ação, romance, humor e até umas cenas picantes… A inspiração veio de que forma?

Toda a ficção tem a sua parte de realidade. Escrevo sempre sem saber que rumo vou tomar. Com Yggdrasil sucedeu exatamente desse modo. Estava a ver umas fotografias da minha última viagem a Dublin e a Glendalough, enquanto ouvia rádio. Por coincidência, passaram naquela altura duas músicas seguidas em que ambos os títulos eram Demons, uma de um irlandês e a outra dos Imagine Dragons. Uma coisa levou à outra e algo me fez sentar ao computador. Já só consegui parar quando tinha “Yggdrasil” completo. Sinto que todas as minhas personagens são uma extensão de mim mesma, de tudo o que me rodeia, de todas as experiências por mim vividas, das pessoas que conheço, do que já fiz ou até mesmo do que ainda gostaria de fazer. Em relação aos momentos mais quentes do livro, esses deixo ao leitor pensar de onde possam ter surgido. Fica a promessa de que as coisas ainda irão aquecer muito mais, em todos os aspectos. Se é para dar asas à imaginação, contem comigo.

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