“Este é um livro maduro, para surpreender os menos jovens”

João e Luís Jesus – dois gémeos com 13 anos – são dos mais jovens autores portugueses e, depois de uma primeira experiência literária, voltam agora à carga com o lançamento de “Até que a doença nos separe”. Trata-se de um romance destinado a um público adolescente, mas os dois gémeos escritores prometem não ficar por aqui.

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Vocês são gémeos e têm ambos 13 anos (devem ser os mais jovens autores portugueses!). Como é que surgiu este gosto pela escrita?

João: O meu gosto pela escrita surgiu bastante cedo. Sempre gostei de escrever, inventar histórias, dar azo à minha imaginação e depois lê-las em voz alta. Mesmo quando andava no primeiro ano de escolaridade, pegava em pequeno livros e, apesar de ainda não ler, inventava uma história para as ilustrações que via. Por vezes, as professoras limitavam um texto a x linhas, eu não conseguia resumir tudo naquela quantidade e ultrapassava-as. E ainda ultrapasso!

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“Já tenho outras aventuras escritas e prontas a irromper”

Catarina Abreu é a autora da série juvenil “Os caçadores de mistérios”, que teve o seu primeiro volume publicado pela Capital Books, em maio. Satisfeita com a receção dos seus leitores, a autora prepara já mais dois volumes desta série, que narrarão as aventuras dos intrépidos jovens que as protagonizam nas cidades de Leiria e Rio Maior.

Catarina Abreu

Publicaste o teu primeiro livro recentemente, como tem sido a reação dos leitores?

Muito boa. Quer miúdos, quer graúdos, todos seguem o enredo com entusiasmo e acham graça às particularidades, humor e curiosidades que surgem no meio da história. Alguns falam-me das personagens como se as tivessem mesmo conhecido e lidado com elas, o que para mim é uma grande satisfação porque significa que são verosímeis e que a história atrai o leitor. Penso que esse é o melhor elogio que um escritor pode ter.

“Os caçadores de mistérios” são destinados a um público juvenil. Porque escolheste escrever para este público?

Prefiro escrever para os mais jovens por duas razões: primeiro porque comecei a escrever aventuras juvenis muito cedo, com 14 ou 15 anos, influenciada pelos muitos livros que então devorava, especialmente da Enid Blyton, e esse bichinho nunca mais me largou; em segundo lugar porque tenho trabalhado com crianças e jovens e estou bastante familiarizada com esse público. Estou constantemente à procura de histórias e atividades interessantes para desenvolver com os meus meninos e as aventuras acabam por me saltar da imaginação como pipocas da panela! Para além desta série de aventuras, também tenho alguns contos destinados aos mais pequeninos, para lerem devagarinho ou pedirem aos pais e irmãos para lhes contarem a história.

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