A surpreendente biblioteca da Academia de Ciências de Lisboa

Biblioteca da Academia de Ciências

A biblioteca da Academia de Ciências de Lisboa ocupa o Salão Nobre da Academia das Ciências (localizada nas proximidades do Bairro Alto) e destaca-se pelas pinturas do teto (atribuídas a Pedro Alexandrino de Carvalho), pelas estantes de talha dourada que revestem as paredes e pela galeria em redor da balaustrada. É considerada uma das mais importantes bibliotecas de Portugal, especialmente nas áreas da língua e cultura portuguesa e está aberta a membros da Academia, a cientistas e ao público em geral. Para além de obras modernas, integra a antiga biblioteca do antigo Convento de Jesus, reunindo um espólio de 3.000 manuscritos portugueses, árabes, espanhóis e hebraicos, bem como uma valiosa coleção de livros dos séculos XIV, XV, XVI e XVII. A biblioteca da Academia de Ciências acolhe também uma das mais completas coleções de periódicos de todo o mundo, nas áreas de Ciências e Humanidades e guarda os arquivos pessoais de personalidades como Gago Coutinho e Henrique Barrilaro Ruas.

Biblioteca da Cruz Vermelha guarda espólio da instituição

Biblioteca da Cruz Vermelha

A biblioteca da Cruz Vermelha situa-se no palácio da Rocha do Conde de Óbidos (junto ao museu de Arte Antiga, em Lisboa), adquirido em 1919 para servir como sede da instituição. Esta biblioteca foi reconstruída com base no salão nobre da Academia das Ciências de Lisboa. Apresenta um teto com pinturas ornamentais alegóricas às sete artes e um painel central, pintado em 1938 por Gabriel Constante, que reproduz a Paz de Alvalade e no qual figuram a rainha Santa Isabel, o rei D. Dinis e seu filho D. Afonso. Um grande lustre de cristal, fabricado na Marinha Grande, está suspenso no centro desta pintura. A decoração do teto inclui a divisa “Inter Armas Charitas”, adotada em 1887 pelo Comité Internacional da Cruz Vermelha. A galeria está circundada por uma balaustrada de madeira ao estilo do século XVII. O acervo da biblioteca é constituído por 16 mil títulos. Compreende monografias e publicações nacionais e estrangeiras, com especial incidência em assuntos de cariz humanitário, nomeadamente sobre o Movimento Internacional da Cruz Vermelha e do Crescente Vermelho. Pode visitar o palácio da Rocha do Conde de Óbidos nas segundas quartas-feiras de cada mês (inicio às 15h00 e a duração aproximada de 60 minutos).

Bertrand: a mais antiga livraria do mundo fica no Chiado (em Lisboa)

Livraria Bertrand

A livraria Bertrand do Chiado é a mais antiga livraria do mundo em atividade, de acordo com o Guiness Word Records: está aberta há mais de 280 anos! Foi fundada em 1732, por Pedro Faure, um francês radicado em Lisboa, com duas filhas casadas com dois irmãos de apelido Bertrand. Quando Pedro Faure faleceu, em 1753, a sociedade “Faure & Irmãos Bertrand” passou a chamar-se apenas “Irmãos Bertrand”. A livraria Bertrand do Chiado transformou-se, ao longo dos tempos, numa popular tertúlia lisboeta, frequentada por escritores como Alexandre Herculano, Eça de Queirós, Antero de Quental e Ramalho Ortigão. José Fontana, um dos fundadores do Partido Socialista Português e sócio-gerente da livraria Bertrand, aí se suicidou em 1876, com apenas 35 anos de vida e atormentado por uma tuberculose. Já no século XX, foi pouso habitual de Aquilino Ribeiro, Urbano Tavares Rodrigues e José Cardoso Pires. O grupo de livrarias Bertrand foi adquirido, em 2010, pela Porto Editora e atualmente é composto por meia centena de livrarias, espalhadas por Portugal e Espanha.

Como Miguel Cervantes se deslumbrou por Lisboa

Miguel de Cervantes

“Confia no tempo, que costuma dar doces saídas a muitas amargas dificuldades”.

Miguel de Cervantes Saavedra (1547–1616) foi um romancista, dramaturgo e poeta castelhano. A sua obra-prima, Dom Quixote, considerada como o primeiro romance moderno, é um clássico da literatura ocidental e apontado como um dos melhores romances já escritos. A influência do trabalho de Miguel Cervantes é tão grande, que o castelhano é também conhecido como a língua cervantina. O escritor espanhol viveu durante dois anos em Lisboa, entre 1581 e 1583, acompanhando o rei castelhano (Filipe I de Portugal), que rodeado dos seus cortesões esteve também em Lisboa durante esse período. O austero monarca espanhol trocou aqui a monotonia das suas roupas negras e golas brancas, pelos ricos, coloridos e vistosos tecidos de Lisboa. O ambiente festivo e faustoso de Lisboa encantou então Miguel Cervantes, que descreveu os lisboetas como corteses e apaixonados e terá afirmado “para festas Milão, para amores Lusitânia”.

Ler Devagar: a livraria que nasceu numa antiga gráfica

Ler Devagar

Ler Devagar é uma das mais bonitas livrarias do mundo, de acordo com publicações tão insuspeitas como o The New York Times e até já serviu como cenário para campanhas publicitárias de marcas internacionais. Nesta livraria, localizada na rua central da Lx Factory, em Alcântara (Lisboa), destacam-se as gigantescas prateleiras preenchidas com livros do chão até o teto, a escultura de uma bicicleta a flutuar de frente para a porta de entrada e uma enorme rotativa de três andares, que imprimia os jornais de antigamente. Além de muitos livros, com ênfase em títulos relacionados com arte e criatividade, a Ler Devagar é ainda palco para concertos, tertúlias, debates, teatro, dança e música. Esta livraria dispõe também de uma simpática cafetaria, dividida pelos seus dois pisos.

Aqui só há livros sobre Lisboa

Fabula Urbis

A Fabula Urbis é uma livraria especializada em Lisboa. Localizada acima da Sé de Lisboa (siga a linha do elétrico, para a encontrar na rua Augusto Rosa, 27), aqui encontra centenas de títulos sobre esta cidade, em língua portuguesa e também em muitas outras. Para além de livros, álbuns fotográficos, guias turísticos e até livros para pintar sobre Lisboa, também estão disponíveis livros de escritores como Fernando Pessoa, José Saramago e António Lobo Antunes, impressos em castelhano, inglês, francês, alemão, italiano, holandês e até catalão. Um dos bestseller é “Lisboa – O que o turista deve ver”, assinado por Fernando Pessoa por volta de 1925.