“Sempre chegamos ao sítio onde nos esperam”

Sempre chegamos ao sítio onde nos esperam

José Saramago (1922-2010) foi um escritor, dramaturgo e poeta português. Galardoado com o prémio Nobel de literatura, em 1998, ganhou também o prémio Camões (o mais importante da língua portuguesa) e é tido como um dos responsáveis por um renovado reconhecimento internacional da literatura portuguesa. Foi agraciado com o Grande-Colar da Ordem Militar de Santiago da Espada, uma honra reservada apenas a chefes de Estado. José Saramago ficou conhecido por escrever num estilo muito próprio – mais próximo da vivacidade oral dos contos populares tradicionais, do que preocupado com o rigor ortográfico. Entre a sua bibliografia, destacam-se títulos como “Memorial do Convento”, “O Evangelho segundo Jesus Cristo” e “Ensaio sobre a cegueira”.

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Aqui só há livros sobre Lisboa

Fabula Urbis

A Fabula Urbis é uma livraria especializada em Lisboa. Localizada acima da Sé de Lisboa (siga a linha do elétrico, para a encontrar na rua Augusto Rosa, 27), aqui encontra centenas de títulos sobre esta cidade, em língua portuguesa e também em muitas outras. Para além de livros, álbuns fotográficos, guias turísticos e até livros para pintar sobre Lisboa, também estão disponíveis livros de escritores como Fernando Pessoa, José Saramago e António Lobo Antunes, impressos em castelhano, inglês, francês, alemão, italiano, holandês e até catalão. Um dos bestseller é “Lisboa – O que o turista deve ver”, assinado por Fernando Pessoa por volta de 1925.

O livro que Saramago enjeitou

José Saramago Terra do Pecado

“Terra do Pecado” foi o primeiro romance de José Saramago (1922-2010), publicado em 1947. Mas só com a publicação de “Levantado do chão”, em 1980, este escritor ganhou notoriedade e iniciou uma carreira que lhe concedeu prestígio internacional. Saramago rejeitou então a inclusão de “Terra do Pecado” na sua bibliografia oficial, argumentando que “escrevi o meu primeiro livro aos 25 anos. Chamava-se “A Viúva” e foi publicado pela Minerva, mas o editor sugeriu que se chamasse “Terra do Pecado”Não o incluo na minha bibliografia, apesar de os meus amigos insistirem que não é tão mau como eu teimo em dizer. Mas como o título não foi meu e detesto aquele título…”. Atualmente, um exemplar de “Terra do Pecado” atinge bons valores entre os bibliófilos!