Gonçalo Neves prepara livro animado por prémio literário

Gonçalo Neves

Gonçalo Neves, dinamizador de uma página no Facebook onde publica textos da sua autoria, acaba de ganhar o concurso literário Geração Arte, promovido pelo jornal Correio da Manhã. O autor explica que esta foi “a primeira vez que concorri em qualquer concurso literário. Portanto, esta foi também, mais do que um galardão na literatura, uma vitória bastante pessoal; a certeza de que o talento e a vontade são a melhor combinação para o sucesso”. O facto de ter arrecadado este prémio animou-o para a publicação de um livro, que de qualquer forma já estava previsto: “o livro chegaria, fosse o resultado que fosse. Estava prometido. Mas que deu ânimo, parece-me indiscutível. Uma vitória é sempre uma vitória; é um hino às nossas capacidades. É triste dizer isto, mas quem começa do zero precisa destas vitórias. Porque, mais do que o conteúdo, a credibilidade é o que dita, na maior parte das vezes, o sucesso de cada um. Então há que aproveitar este hype e dar a conhecer às pessoas que antes não acreditavam, ou que nem sequer conheciam, quem é o Gonçalo S. Neves”. Sobre o título que prepara, o jovem autor argumenta que “não gosto que criem muitas expectativas sobre o que para aí vem. O nome já foi divulgado: «Nunca se morre por inteiro», precisamente o titulo do texto com que ganhei o concurso Geração Arte. Coincidência? Depois me dirão. Posso adiantar que não se tratará de uma história. E posso acrescentar que uma boa parte do conteúdo é inédito. É esperar”.

“Não sou lá muito de finais felizes, tendo a dramatizar tudo”

O Gonçalo S. Neves é um rapaz de 25 anos que mantém uma página no Facebook, onde publica uns textos pequeninos e um pouco misteriosos. Como juntou uma legião de milhares de fãs, quisemos matar a nossa curiosidade com umas perguntas atrevidas.

gonçalo neves

O Gonçalo é um bom rapaz, um pouco tímido até, ou é mais pelo contrário?

O Gonçalo é uma incógnita. É uma pessoa tímida e introspectiva. Precisa de tempo, de coragem e de conhecer bem o que o rodeia, para que se sinta à vontade. Fala pouco mais do que lhe perguntam e não tem grande iniciativa de conversa em grupo. Deve ser por isso que escreve.

Que andaste a fazer pela Polónia durante o último ano?

A Polónia surgiu em plano de Erasmus+, com o intuito de finalizar a minha licenciatura em Engenharia Biológica, a vida tem destas ironias. Foi um grande desafio: mudar-me para o coração da Europa, desconhecendo a cultura e a língua, completamente sozinho. Chegou a ser assustador. Mas no fundo, foi tudo isso que acabou por ser mais enriquecedor. Acabei por conhecer a história, as pessoas, a cultura e os hábitos. Hoje, a Polónia é como uma segunda pátria e as pessoas que conheci, como uma família. Ainda trouxe umas ideias para alguns textos. Inspiradora, é como defino a minha passagem pelas terras do holocausto.

O que te impulsionou para criares esta página no Facebook?

Comecei por partilhar o pouco que escrevia na minha página pessoal de Facebook, onde os comentários já eram bastante positivos. A página surgiu para que as minhas palavras se tornassem de maior alcance e chegassem a um número maior de pessoas, dos vários cantos do país e da lusofonia. A experiência tem sido autêntica e gratificante.

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