“Ser poeta é ser mais alto, ser maior do que os homens!”

Ser poeta é ser mais alto

Ser poeta é ser mais alto, ser maior
Do que os homens! Morder como quem beija!
É ser mendigo e dar como quem seja
Rei do Reino de Aquém e de Além Dor.

Florbela Espanca (1894–1930) foi uma das mais ilustres poetisas portuguesas do século passado. Batizada como Flor Bela Lobo, preferiu autonomear-se Florbela d’Alma da Conceição Espanca. Nasceu em Vila Viçosa e trabalhou como jornalista, professora de português e tradutora. Faleceu em Matosinhos, no dia do seu próprio aniversário, em 8 de dezembro de 1930. A causa desta morte, por suicídio, foi uma sobredosagem de barbitúricos. A sua vida – de apenas 36 anos – foi repleta de sofrimento amoroso, que esta poetisa soube transformar em versos carregados de erotização e feminilidade.