“O tempo é generoso, porque nos devolve o que a vida nos tira”

Carla Antunes assina “O artesão”, o novo título da Capital Books, que será lançado em fevereiro. Conversamos com a autora, para conhecer um pouco mais deste livro.

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Queres resumir a história de “O artesão”?

Esta é uma história de amor, um sentimento de infância que cresce condenado a um infortúnio do passado. Nina e Simão são inseparáveis, encurralados no tempo, como peças dum relógio estagnado. Uma promessa que ficou por cumprir e um desgosto tão profundo, capaz de os levar à morte. Até ao dia em que uma tempestade a decide levar e num mero acaso, quando todos a julgavam ter perdido, a vida renasce. Mas desta vez no coração da montanha onde nunca ninguém ousou chegar. Nina desperta, sob um novo olhar, um sentimento que há muito julgava esquecido. Isaac, um ser estranho, pouco afável que a volta a fazer sentir. Do outro lado, o submundo, um misto pouco provável de sentimentos, emoções, a cobiça e a ambição. Tudo o que nos move, mesmo que por fim, o caminho a escolher seja sempre aquele que os uniu desde o inicio.

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“Os livros surgem sempre de um momento, de um impulso…”

Adelaide Miranda é a energética e polifacetada autora de “Amor, traição e kizomba” e de “Reflexos da lua”. Conversamos por ocasião da nova edição deste segundo título.

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Este último ano foi intenso com a publicação de três títulos. Que balanço fazes desta atividade?

Balanço? Acho muito cedo para fazer um balanço. Posso apenas dizer que há ideias que se colam a nós de uma forma e torna-se impossível não as concretizar.

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“Preciso estar junto dos leitores que estão próximos do meu livro”

“O Peregrino” do escritor Luís Ferreira é um dos sucessos editoriais deste Natal. Publicado pela Capital Books, é o retorno deste autor ao Caminho de Santiago.

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“O Peregrino” está a ser um sucesso editorial. A que atribuis isso?

O sucesso de qualquer livro deve-se ao leitor, é quem lê e quem compra que o divulga. Este livro, como qualquer um, depende disso, de leitores que gostem daquilo que escrevemos e que tornem depois as nossas palavras num livro de sucesso. Só tenho de agradecer a todos aqueles que já têm o livro, que o procuram e que constroem o seu percurso, os resultados são consequência de tudo isto. Não basta desejar sucesso a uma obra, porque nada acontece sem a intervenção direta de todos os agentes. De quem escreve, de quem publica e o mais importante, de quem lê.

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“Os peregrinos são os reais protagonistas desta história”

Nuno Sousa e Maria Carmen García são os autores de “Fátima – 100 anos de fé”, compilação de imagens e textos que ilustram uma peregrinação a este santuário. Os dois explicam que os verdadeiros intérpretes desta história são os peregrinos.

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De onde surgiu a ideia para elaborar este livro?

Nuno Sousa: Este é o meu segundo livro sobre peregrinações, depois de “Olhares de um Peregrino no Caminho de Santiago”, que fiz com o Luís Ferreira. É importante mostrar como é uma peregrinação com peregrinos reais. Todas as fotos que aparecem em “Fátima, 100 Anos de Fé” são instantâneos de momentos que aconteceram durante os dias que passei com o grupo de peregrinos de Fernão Ferro. Os textos que acompanham as fotografias são depoimentos escritos pelos peregrinos durante o percurso. Queremos deixar aqui uma referência à preciosa ajuda do Padre Marco Belchior, que escreveu o prefácio do livro, da Conceição Gonçalves que nos conta como nasceu o Grupo de Peregrinos de Fernão Ferro e do Luís Ferreira, um amigo que nos revela no seu depoimento a sua interpretação de “ser peregrino”.

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“Este é um livro maduro, para surpreender os menos jovens”

João e Luís Jesus – dois gémeos com 13 anos – são dos mais jovens autores portugueses e, depois de uma primeira experiência literária, voltam agora à carga com o lançamento de “Até que a doença nos separe”. Trata-se de um romance destinado a um público adolescente, mas os dois gémeos escritores prometem não ficar por aqui.

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Vocês são gémeos e têm ambos 13 anos (devem ser os mais jovens autores portugueses!). Como é que surgiu este gosto pela escrita?

João: O meu gosto pela escrita surgiu bastante cedo. Sempre gostei de escrever, inventar histórias, dar azo à minha imaginação e depois lê-las em voz alta. Mesmo quando andava no primeiro ano de escolaridade, pegava em pequeno livros e, apesar de ainda não ler, inventava uma história para as ilustrações que via. Por vezes, as professoras limitavam um texto a x linhas, eu não conseguia resumir tudo naquela quantidade e ultrapassava-as. E ainda ultrapasso!

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“Mesmo que dê trabalho, escolham ser felizes…”

Fredy Vinagre – prestigiado terapeuta quântico e ex-jornalista – publica agora o seu primeiro livro na Capital Books com uma missão clara: ajudar os seus leitores a serem mais felizes. Trata-se de um manual simples e muito prático para todos os que se decidem pelo caminho da felicidade e querem dicas para lá chegar mais rapidamente.

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“Ser feliz custa tão pouco” é o teu primeiro livro. De que trata e porque este timing para a sua publicação?

De um tratado, um manual, um guia prático de exercícios e de propostas que nos ajudam nesta arte de ser mais feliz. O timing é simples… estava na altura de colocar em papel tudo o que ensino aos meus clientes.

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“Coloco o coração ao dispor dos meus personagens e deixo fluir”

Vanessa Lourenço lança brevemente “A batalha de Sekmet”, o segundo volume de uma trilogia que decorre num universo mágico povoado por uns gatos muito especiais. A autora partilha o seu processo criativo e como consolidou o seu percurso literário.

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“A batalha de Sekmet” é a sequela de “A cria negra de Felis Mal’ak”? O que te levou a escrever este novo título?

“A cria negra de Felis Mal’ak” foi o primeiro volume de uma trilogia que tenho vindo a desenvolver, da qual “A batalha de Sekmet” constitui o segundo volume. Neste novo título, atingimos a concretização da ação que permanece latente ao longo de “A cria negra de Felis Mal’ak”. Este segundo volume revela a verdadeira dimensão da trama e põe à prova, de formas surpreendentes, os personagens que conhecemos no primeiro volume da trilogia.

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“Este livro é uma obra que de certeza irá contagiar o leitor”

“O peregrino” é o novo romance de Luís Ferreira, com lançamento agendado para o próximo dia 5 de novembro. Fomos conhecer os contornos deste título, que marca o regresso do escritor, conhecido pela sua paixão pelo Caminho de Santiago, à ficção.

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Depois de “Entre o silêncio das pedras” estiveste três anos sem publicar nenhum novo romance. Porquê este silêncio?

Desde o “Entre o silêncio das pedras” e este novo romance existiram dois livros, “Olhares de um peregrino no Caminho de Santiago” e o “Diário do Xavier Lopes”, mas na verdade não existiu nenhum trabalho de fundo. A envolvência do “Entre o silêncio das pedras” levou a muitas apresentações e isso obrigou a desviar o tempo e o foco para a disponibilidade de um novo projecto e quase que fiquei refém de um livro, tudo girava em torno daquele. Por outro lado, tentei concentrar-me na escrita e fiz diversas tentativas para iniciar algo, mas nada correspondia ao que desejava e me preenchesse como autor. Talvez tenha vivido a falta de inspiração para escrever algo novo. De facto tornou-se a maior travessia do deserto que alguma vez tive, mas provocada por uma luta em querer fazer vingar a obra referida, contra muitas barreiras e sentindo muitas decepções. No entanto, um livro é aquilo que o leitor quer e eu como autor sou também o reflexo disso. É muito tempo investido e trabalho despendido para depois o mercado estabelecer outras regras. Mas é algo que já está ultrapassado.

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“Desejava que as vendas acontecessem pelo conteúdo e não por ser um livro gay”

Miguel Agramonte escreveu “Quando tu nos mentes”, um romance gay que aborda de forma despudorada o tema das traições nas relações amorosas. Meio ano depois da sua publicação, perguntamos ao autor de que forma este título foi recebido pelos leitores.

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Como foi a receptividade do público ao teu primeiro livro?

Bastante positiva, melhor do que eu esperava. Primeiro porque sou um autor desconhecido – “Quando tu nos mentes” foi o meu primeiro livro editado –, depois por se tratar de uma história homossexual. Ambas as situações poderiam limitar, à partida, a receptividade ao livro. No entanto, três aspectos contribuíram para o que se verificou: o lançamento do livro em Lisboa,  o processo de venda e o facto de a primeira impressão ter-se esgotado na Feira do Livro de Lisboa.Também muito agradável tem sido a interacção com leitores desconhecidos, principalmente através de mensagens que recebo no Facebook e com quem, na maioria, vou mantendo um contacto pontual e descontraído.

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“O amor apresenta-se com uma dualidade terrível de ser gerida”

Cristina das Neves Aleixo é a autora de “Por amor, tudo(?)”, onde aborda a violência doméstica de forma clara e incisiva. Anteriormente, esta autora tinha publicado o livro infantil “Joaninha e o jardim encantado”. Quisemos saber mais sobre o novo título.

Cristina das Neves Aleixo

Este novo livro centra-se no tema da violência doméstica. De onde veio a ideia? 

Estava a escrever um romance que, a determinada altura da estória, mencionava, brevemente, alguma violência doméstica num contexto psicológico. Numa conversa com os meus editores, dei-lhes a conhecer aquilo que estava a criar e, imediatamente, um deles pergunta se eu não gostaria de escrever, a sério, sobre esse tema. Ponderei por um momento; não era essa a minha intenção inicial, mas a ideia fez muito sentido. Lembrei-me que já muita gente o fez, de diversas formas, mas a consciência de que é, infelizmente, uma problemática em crescendo, que atinge cada vez mais as camadas jovens e que diz respeito a toda a nossa sociedade – é um crime público -, fez com que nascesse em mim a vontade de participar na chamada de atenção para este drama. Assim nasceu o “Por amor, tudo(?)”, título que deixa bem claro que no amor existe uma dualidade que deve ser bem gerida. Portanto, esta foi uma ideia conjunta.

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