“O que me inspira para escrever livros são a vida e as emoções”

ana silvestre

Ana Silvestre é uma escritora que já conta um quatro obras publicadas e uma verdadeira legião de fãs. Quisemos saber o que a faz escrever livros e de que forma é que isso a ajuda a transmitir os seus próprios sentimentos e emoções aos leitores.

Como é que a escrita entrou na tua vida e como é que começaste a escrever livros?

A escrita entrou na minha vida depois da leitura. Os livros sempre exerceram um enorme fascínio sobre mim. Em criança lia muito e comecei por tentar escrever pequenos livros num caderno que depois dava à família para ler. Mas embora todos me elogiassem, nunca terminei nenhum. À medida que fui crescendo, o interesse pelos livros foi amadurecendo, mas eu queria era ler. Por volta dos 34 ou 35 anos, escrevi o miolo do meu primeiro livro «Eu sabia, estava escrito», que guardei numa pasta no computador. Na altura trabalhava no jornal «O Independente», onde era responsável pelos Recursos Humanos e escrevia durante a hora de almoço. Eu não sei o que é que eu esperava para continuar o livro, para terminá-lo, mas sabia que esperava um clique e ele deu-se em 2012 ao saber que a minha mãe tinha um cancro ao qual dificilmente sobreviveria. Ela descobriu o cancro em abril e nesse verão rescrevi o livro e acrescentei aquilo que lhe faltava, porque queria que a minha mãe soubesse, antes de morrer, que a filha tinha conseguido escrever um livro e assim veio a acontecer. Em outubro de 2013 foi publicado o meu primeiro livro e a minha mãe ainda estava viva. Quando lancei o segundo em 2015, já tinha morrido.

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“Escrever este livro foi uma espécie de resgate de mim”

graça aguiar

Graça Aguiar é a autora de “Vento do norte”, uma espécie de sequela do seu primeiro livro, “Vento do sul”. Conversámos sobre este novo título – lançado em maio pela Capital Books –, a intensidade da sua narrativa e das suas personagens vincadas.

Porque decideste escrever este novo livro, sequela do primeiro “Vento do sul”?

Decidi começar a escrevê-lo quatro meses antes de lançar o primeiro. O “Vento do Sul” esteve guardado uns bons anos na gaveta, durante esse tempo fui pedindo a algumas amigas para o lerem. As opiniões foram coincidentes, bastante favoráveis e quase sempre com a mesma pergunta associada, “vais escrever a continuação, não vais?”. No início não considerei fazê-lo, uma vez que não tinha em mente publicar o que quer que fosse. Mas mais tarde resolvi reler a história e percebi que elas tinham razão, que eu também gostaria de ler a continuação. Foi nessa altura que resolvi romper com alguns dos meus medos e enviar o manuscrito para cinco editoras. E foi também na mesma altura que me bateu uma nova vontade: começar a escrever o “Vento do norte”. Valeu a pena, confesso. Para além do desafio de escrever algo que seria uma continuação, mas sem o ser exatamente, foi deixar-me mergulhar nas emoções de algumas personagens e, com isso, fazer uma espécie de resgate de mim mesma, uma terapia.

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“A escrita faz-nos sentir que quanto mais escrevemos, mais longo é o caminho”

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Catarina Resende assina “Acima das tuas possibilidades”, um romance que cruza a ficção com a história recente dos portugueses e que foi publicado em março pela Capital Books. Conversamos com esta autora para saber mais porque e como escreve.

“Acima das tuas possibilidades” é o teu mais recente livro, o que te fez escrevê-lo?

Portugal viveu, muito recentemente, anos muito pesados, fruto das políticas de austeridade que foram adotadas como resposta à bancarrota. Durante esses anos fui-me deixando interpelar por estórias de pessoas, de famílias e de empresas. Estórias indignas e às quais não nos podemos resignar. “Acima das Nossas Possibilidades”, uma expressão muito em voga à época, é um romance para memória futura, que mistura essas estórias, com outras de fé e de amor. E de esperança. E de recomeços. Fui convocada pela frieza da realidade e, quando escrevi, acrescentei-lhe essa crença no futuro que, para mim, é essencial.

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“O tempo é generoso, porque nos devolve o que a vida nos tira”

Carla Antunes assina “O artesão”, o novo título da Capital Books, que será lançado em fevereiro. Conversamos com a autora, para conhecer um pouco mais deste livro.

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Queres resumir a história de “O artesão”?

Esta é uma história de amor, um sentimento de infância que cresce condenado a um infortúnio do passado. Nina e Simão são inseparáveis, encurralados no tempo, como peças dum relógio estagnado. Uma promessa que ficou por cumprir e um desgosto tão profundo, capaz de os levar à morte. Até ao dia em que uma tempestade a decide levar e num mero acaso, quando todos a julgavam ter perdido, a vida renasce. Mas desta vez no coração da montanha onde nunca ninguém ousou chegar. Nina desperta, sob um novo olhar, um sentimento que há muito julgava esquecido. Isaac, um ser estranho, pouco afável que a volta a fazer sentir. Do outro lado, o submundo, um misto pouco provável de sentimentos, emoções, a cobiça e a ambição. Tudo o que nos move, mesmo que por fim, o caminho a escolher seja sempre aquele que os uniu desde o inicio.

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“Os livros surgem sempre de um momento, de um impulso…”

Adelaide Miranda é a energética e polifacetada autora de “Amor, traição e kizomba” e de “Reflexos da lua”. Conversamos por ocasião da nova edição deste segundo título.

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Este último ano foi intenso com a publicação de três títulos. Que balanço fazes desta atividade?

Balanço? Acho muito cedo para fazer um balanço. Posso apenas dizer que há ideias que se colam a nós de uma forma e torna-se impossível não as concretizar.

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“Preciso estar junto dos leitores que estão próximos do meu livro”

“O Peregrino” do escritor Luís Ferreira é um dos sucessos editoriais deste Natal. Publicado pela Capital Books, é o retorno deste autor ao Caminho de Santiago.

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“O Peregrino” está a ser um sucesso editorial. A que atribuis isso?

O sucesso de qualquer livro deve-se ao leitor, é quem lê e quem compra que o divulga. Este livro, como qualquer um, depende disso, de leitores que gostem daquilo que escrevemos e que tornem depois as nossas palavras num livro de sucesso. Só tenho de agradecer a todos aqueles que já têm o livro, que o procuram e que constroem o seu percurso, os resultados são consequência de tudo isto. Não basta desejar sucesso a uma obra, porque nada acontece sem a intervenção direta de todos os agentes. De quem escreve, de quem publica e o mais importante, de quem lê.

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“Os peregrinos são os reais protagonistas desta história”

Nuno Sousa e Maria Carmen García são os autores de “Fátima – 100 anos de fé”, compilação de imagens e textos que ilustram uma peregrinação a este santuário. Os dois explicam que os verdadeiros intérpretes desta história são os peregrinos.

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De onde surgiu a ideia para elaborar este livro?

Nuno Sousa: Este é o meu segundo livro sobre peregrinações, depois de “Olhares de um Peregrino no Caminho de Santiago”, que fiz com o Luís Ferreira. É importante mostrar como é uma peregrinação com peregrinos reais. Todas as fotos que aparecem em “Fátima, 100 Anos de Fé” são instantâneos de momentos que aconteceram durante os dias que passei com o grupo de peregrinos de Fernão Ferro. Os textos que acompanham as fotografias são depoimentos escritos pelos peregrinos durante o percurso. Queremos deixar aqui uma referência à preciosa ajuda do Padre Marco Belchior, que escreveu o prefácio do livro, da Conceição Gonçalves que nos conta como nasceu o Grupo de Peregrinos de Fernão Ferro e do Luís Ferreira, um amigo que nos revela no seu depoimento a sua interpretação de “ser peregrino”.

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“Este é um livro maduro, para surpreender os menos jovens”

João e Luís Jesus – dois gémeos com 13 anos – são dos mais jovens autores portugueses e, depois de uma primeira experiência literária, voltam agora à carga com o lançamento de “Até que a doença nos separe”. Trata-se de um romance destinado a um público adolescente, mas os dois gémeos escritores prometem não ficar por aqui.

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Vocês são gémeos e têm ambos 13 anos (devem ser os mais jovens autores portugueses!). Como é que surgiu este gosto pela escrita?

João: O meu gosto pela escrita surgiu bastante cedo. Sempre gostei de escrever, inventar histórias, dar azo à minha imaginação e depois lê-las em voz alta. Mesmo quando andava no primeiro ano de escolaridade, pegava em pequeno livros e, apesar de ainda não ler, inventava uma história para as ilustrações que via. Por vezes, as professoras limitavam um texto a x linhas, eu não conseguia resumir tudo naquela quantidade e ultrapassava-as. E ainda ultrapasso!

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“Mesmo que dê trabalho, escolham ser felizes…”

Fredy Vinagre – prestigiado terapeuta quântico e ex-jornalista – publica agora o seu primeiro livro na Capital Books com uma missão clara: ajudar os seus leitores a serem mais felizes. Trata-se de um manual simples e muito prático para todos os que se decidem pelo caminho da felicidade e querem dicas para lá chegar mais rapidamente.

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“Ser feliz custa tão pouco” é o teu primeiro livro. De que trata e porque este timing para a sua publicação?

De um tratado, um manual, um guia prático de exercícios e de propostas que nos ajudam nesta arte de ser mais feliz. O timing é simples… estava na altura de colocar em papel tudo o que ensino aos meus clientes.

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“Coloco o coração ao dispor dos meus personagens e deixo fluir”

Vanessa Lourenço lança brevemente “A batalha de Sekmet”, o segundo volume de uma trilogia que decorre num universo mágico povoado por uns gatos muito especiais. A autora partilha o seu processo criativo e como consolidou o seu percurso literário.

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“A batalha de Sekmet” é a sequela de “A cria negra de Felis Mal’ak”? O que te levou a escrever este novo título?

“A cria negra de Felis Mal’ak” foi o primeiro volume de uma trilogia que tenho vindo a desenvolver, da qual “A batalha de Sekmet” constitui o segundo volume. Neste novo título, atingimos a concretização da ação que permanece latente ao longo de “A cria negra de Felis Mal’ak”. Este segundo volume revela a verdadeira dimensão da trama e põe à prova, de formas surpreendentes, os personagens que conhecemos no primeiro volume da trilogia.

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