“Preciso estar junto dos leitores que estão próximos do meu livro”

“O Peregrino” do escritor Luís Ferreira é um dos sucessos editoriais deste Natal. Publicado pela Capital Books, é o retorno deste autor ao Caminho de Santiago.

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“O Peregrino” está a ser um sucesso editorial. A que atribuis isso?

O sucesso de qualquer livro deve-se ao leitor, é quem lê e quem compra que o divulga. Este livro, como qualquer um, depende disso, de leitores que gostem daquilo que escrevemos e que tornem depois as nossas palavras num livro de sucesso. Só tenho de agradecer a todos aqueles que já têm o livro, que o procuram e que constroem o seu percurso, os resultados são consequência de tudo isto. Não basta desejar sucesso a uma obra, porque nada acontece sem a intervenção direta de todos os agentes. De quem escreve, de quem publica e o mais importante, de quem lê.

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“O sucesso de uma obra depende daquilo que o público quiser”

Luís Ferreira destacou-se com “Entre o silêncio das pedras”, um romance que decorre ao longo de uma peregrinação, física e emocional, de duas personagens pelo caminho de Santiago. O livro foi reeditado pela Capital Books no começo de 2015 e quisemos saber mais sobre o autor – ele próprio um peregrino – e as novidades que agora prepara.

Luis Ferreira

És um autor que fez o caminho de Santiago ou um peregrino que escreveu um livro?

Boa questão! Se tiver presente que antes de fazer o caminho de Santiago, já escrevia e publicava livros, poderei dizer que sou um autor que fez o caminho. Mas depois de fazer o caminho, apaixonei-me tanto pelo mesmo, que foi um peregrino que escreveu este livro. Já agora, poderei dizer que apenas quem sente verdadeiramente o caminho poderia, penso eu, dar a profundidade necessária ao “Entre o silêncio das pedras”.

Este livro já mereceu uma segunda edição e foi também publicado no Brasil. Mais planos para a internacionalização da tua carreira?

Penso que ainda há um grande processo a realizar em Portugal, apesar do mercado português ser muito difícil e competitivo, principalmente para novos autores. E porque também acredito que ainda tenho um largo caminho a percorrer em Portugal, não penso muito na internacionalização da minha carreira. No entanto, noto os sinais que chegam e a procura cada vez maior que a minha escrita tem no estrangeiro, nomeadamente em países da América Latina e na vizinha Espanha. Não estando cego a esses sinais, acredito que estão abertas as portas para que “Entre o silêncio das pedras” possa ser traduzido para castelhano, face à elevada procura que todos os dias me chega.

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