“Costumo dizer que me vou doutorando na vida, vivendo-a”

“Estranha Incógnita” é a primeira coletânea do poeta açoreano Brazídio César. Com apresentação pública marcada para 14 de novembro (sábado), na biblioteca pública de Ponta Delgada, a poesia de Brazídio César é uma partilha genuína dos sentimentos e momentos íntimos do quotidiano deste autor. O poeta reflete aqui sobre o caráter da amizade, do amor, da infância, da felicidade, da vida e até da própria morte.

Brazídio César

O que o fez começar a escrever?

Desde que me recordo, sempre que podia escrever, fazia-o. Era um hobby, um refúgio e um porto de abrigo. Colocar no papel aliviava-me, talvez seja pelo mundo onde vivia, onde sobressaía a violência doméstica e o álcool. Muitos dos meu amigos dizem que fui criado em dois mundos, um na realidade do dia-a-dia e outro no meio da violência e entre pessoas que não me deixavam evoluir. O meu contacto com a escrita era como um diário e também escrevia textos que alguns amigos me pediam para algumas cerimónias. E sou um romântico, também abordava as minhas namoradas com poesia.

Porque publica agora a sua primeira coletânea poética?

Há quatro anos dediquei-me aos estudos, entrei num curso de assistente administrativo. Numa das disciplinas de português, uma das formadoras incentivou-me a participar num concurso literário regional. Desde então, sempre fui escrevendo e enviando emails a algumas editoras. A Capital Books foi a editora que acreditou no meu projeto. Apostei então na realização deste sonho.

Continuar a ler