“Os leitores aceitaram bem um romance que aborda o cancro”

Ana Ribeiro é a autora de “Um amor inexplicável”, um romance centrado à volta de duas jovens personagens que têm de enfrentar a doença oncológica enquanto constroem uma relação amorosa. Enquanto promove este título junto do público, esta autora prepara já o seu novo romance, que deverá ser publicado no início de 2017.

Ana Ribeiro

Depois do lançamento de “Um amor inexplicável” em outubro de 2015, que balanço fazes desta experiência?

Um balanço extremamente positivo, nunca tinha lançado nenhum livro da minha autoria numa loja Fnac, foi a primeira vez que isso se tornou realidade e foi uma ótima experiência levar o meu trabalho até uma das maiores cadeias de lojas a nível nacional. Poder levar o tema do cancro a mais pessoas e ver a boa aceitação que teve e tem tido. É uma experiência que vou querer repetir.

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“Não sou lá muito de finais felizes, tendo a dramatizar tudo”

O Gonçalo S. Neves é um rapaz de 25 anos que mantém uma página no Facebook, onde publica uns textos pequeninos e um pouco misteriosos. Como juntou uma legião de milhares de fãs, quisemos matar a nossa curiosidade com umas perguntas atrevidas.

gonçalo neves

O Gonçalo é um bom rapaz, um pouco tímido até, ou é mais pelo contrário?

O Gonçalo é uma incógnita. É uma pessoa tímida e introspectiva. Precisa de tempo, de coragem e de conhecer bem o que o rodeia, para que se sinta à vontade. Fala pouco mais do que lhe perguntam e não tem grande iniciativa de conversa em grupo. Deve ser por isso que escreve.

Que andaste a fazer pela Polónia durante o último ano?

A Polónia surgiu em plano de Erasmus+, com o intuito de finalizar a minha licenciatura em Engenharia Biológica, a vida tem destas ironias. Foi um grande desafio: mudar-me para o coração da Europa, desconhecendo a cultura e a língua, completamente sozinho. Chegou a ser assustador. Mas no fundo, foi tudo isso que acabou por ser mais enriquecedor. Acabei por conhecer a história, as pessoas, a cultura e os hábitos. Hoje, a Polónia é como uma segunda pátria e as pessoas que conheci, como uma família. Ainda trouxe umas ideias para alguns textos. Inspiradora, é como defino a minha passagem pelas terras do holocausto.

O que te impulsionou para criares esta página no Facebook?

Comecei por partilhar o pouco que escrevia na minha página pessoal de Facebook, onde os comentários já eram bastante positivos. A página surgiu para que as minhas palavras se tornassem de maior alcance e chegassem a um número maior de pessoas, dos vários cantos do país e da lusofonia. A experiência tem sido autêntica e gratificante.

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Capital Books oferece ebook para comemorar aniversário

Capital Books

Para celebrar o seu primeiro aniversário, a Capital Books oferece agora a todos os leitores a versão eletrónica (ebook) do livro “Todos por Um” (clique no nome do livro para fazer o download e grave depois o ficheiro no seu computador, para uma leitura mais fácil). Este livro é uma coletânea de contos originais, cada um deles assinado por um dos autores que – ao longo dos últimos meses – foi publicando nesta editora. Descarregando este ebook, travará conhecimento com mais de uma dúzia de distintos autores. Pode também encomendar a versão em papel deste livro “Todos por Um”.

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O livro que Saramago enjeitou

José Saramago Terra do Pecado

“Terra do Pecado” foi o primeiro romance de José Saramago (1922-2010), publicado em 1947. Mas só com a publicação de “Levantado do chão”, em 1980, este escritor ganhou notoriedade e iniciou uma carreira que lhe concedeu prestígio internacional. Saramago rejeitou então a inclusão de “Terra do Pecado” na sua bibliografia oficial, argumentando que “escrevi o meu primeiro livro aos 25 anos. Chamava-se “A Viúva” e foi publicado pela Minerva, mas o editor sugeriu que se chamasse “Terra do Pecado”Não o incluo na minha bibliografia, apesar de os meus amigos insistirem que não é tão mau como eu teimo em dizer. Mas como o título não foi meu e detesto aquele título…”. Atualmente, um exemplar de “Terra do Pecado” atinge bons valores entre os bibliófilos!

“Qualquer autor coloca sempre algo de seu nas obras que cria”

Cristina Das Neves Aleixo publicou o seu primeiro livro – “Joaninha e o jardim encantado” – em maio, pela Capital Books. Prepara agora algo muito diferente, que estará nas livrarias nos próximos meses. Mas há um fio condutor entre as duas obras: reflexos autobiográficos de uma autora cujo apelido guarda um pequeno segredo.

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O que fez a Cristina publicar este primeiro livro?

Sempre imaginei dar a conhecer aquilo que escrevia. O meu maior sonho era ser escritora. Escrever é fundamental para me sentir bem e completa, apesar de profissionalmente ter abraçado áreas que nada tinham que ver com a escrita. Quando decidi que era hora de dar a conhecer aos outros esta minha faceta, fiz questão de o fazer com a estória da Joaninha, porque aborda questões que me são muito próximas. Sou mãe e preocupo-me com os valores que os pais passam às crianças. Além disso, o meu filho tem um problema de saúde complicado, o que fez com que vivesse com ele situações de grande desespero e que também nos levaram a cruzar com dezenas de outras crianças em condições também muito difíceis. Esse conjunto de razões foi o que me levou a iniciar este percurso com este conto, que estava há vários anos escrito para o meu filho, como forma de o homenagear. Dediquei-lhe este livro.

Este livro é uma espécie de autobiografia discreta?

Não lhe posso chamar autobiografia, mesmo que discreta. No entanto, há pontos em comum entre o que vivemos e esta estória. Revejo-me na Joaninha, na sua força interior e na paixão com que defende o que acredita ser justo, quando fala com o Carlinhos. Vejo um pouco do meu filho no Carlinhos, pois esta personagem tem também um problema de saúde, apesar do meu filho não ter nenhum problema nas pernas, nem se deslocar numa cadeira de rodas. Mas a ficção e a realidade fundem-se na forma como, personagem e pessoa, vêem o mundo e a si próprios. Qualquer autor coloca sempre algo de seu, por pouco que seja, nas obras que cria.

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“Há palavras que nos beijam como se tivessem boca”

há palavras que nos beijam

Há palavras que nos beijam
Como se tivessem boca.
Palavras de amor, de esperança,
De imenso amor, de esperança louca.

Escreveu Alexandre O’Neill (1924-1986), poeta surrealista e publicitário de ascendência irlandesa, que assinou também o inesquecível lema publicitário “Há mar e mar, há ir e voltar”. Foi o letrista do fado Gaivota, interpretado por Amália Rodrigues e as estrofes aqui invocadas foram também, mais tarde, cantadas pela fadista Mariza.

“Todos por um” comemora primeiro ano da Capital Books

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Para celebrar o seu primeiro aniversário, a Capital Books convidou os autores que publicou ao longo dos últimos meses e cada um contribuiu com um conto inédito. “Todos por um” é um livro comemorativo, que reúne assim textos originais de Ana Cristina Pinto, Ana Isabel Lopes, Ana RibeiroCatarina Abreu, Cláudia Leal, Cristina Das Neves AleixoFilipe Vieira Branco, Helena M., José Vidas, Judite Carreira, Luis FerreiraMaria IsraelPaula DuartePedRodrigues e ainda do O escritor sem livro. Quinze autores para comemorar uma vintena de livros publicados pela Capital Books!

“Isto é o que eu sempre quis”

O Filipe Vieira Branco publicou o seu primeiro livro, “O dia em que nasci” pela Capital Books, em abril deste ano. Vive na pacata cidade de Torres Novas, mas abala para a Toscânia italiana, para fazer voluntariado, já no próximo mês de setembro. Fomos falar com ele para saber mais coisas sobre o que é isto de ser escritor aos 29 anos.

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Para quem nunca ouviu falar, quem é o Filipe Vieira Branco?

Sou um jovem autor que sonhou publicar um livro. Realizou-se. A par disso, sonho também em escrever guiões para cinema ou televisão. E sou apaixonado por ficção científica, fã de Star Wars e viciado nos comics da DC e Marvel. Estudei jornalismo, gosto de Saramago e de filosofia.  Em poucas linhas, acho que já mostrei que o Filipe é alguém com gostos muito versáteis. E nem falei de tudo.

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