O unicórnio do Pai Natal

pai natal

Um conto de Natal de Miguel Agramonte

– Um unicórnio??? – perguntou Rudolfo com um ar estupefacto, começando a andar nervosamente em círculos pelo salão aquecido e em parte iluminado pela grande lareira. O som dos passos irritados era abafado pelas pantufas farfalhudas: – O velhote enlouqueceu de vez?

Faltavam poucos dias para a chegada do Inverno e, no exterior da casa, a neve caía com intensidade, à semelhança do que viera acontecendo nas semanas anteriores. Contudo, apesar da temperatura extremamente baixa que se fazia sentir, algumas das suas companheiras ainda não tinham voltado do exercício físico ao ar livre. Trabalhavam, apenas, 24 horas por ano, sem parar. Mas, a dureza dessa atividade anual obrigava-as a estarem o mais exercitadas possível e o plano de exercícios físicos começara a ser rigorosamente cumprido havia meses. O aproximar da data fazia com que estes viessem a ser cada vez mais exigentes.

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