“Este livro surgiu de um estudo meu sobre o perfil dos agressores sexuais e das suas vítimas”

Ana Pina

Ana Folhadela publica em breve o seu primeiro livro para adultos, intitulado “O jogo do medo”. Com uma escrita crua e um enredo que explora as relações de domínio e submissão, uma narrativa que revela uma autora destinada a um público maduro.

Este é o teu primeiro livro? O que te motivou a escrevê-lo agora?

Sim e não. Não é o primeiro livro que escrevo, nem é o primeiro livro que publico. Tenho muita coisa escrita, de géneros muito diferentes. Publicados tenho apenas dois livros infanto-juvenis. O primeiro, «A princesa e a loba», publicado inicialmente em 2002 na extinta Campo das Letras e reeditado em 2012 pela Assírio e Alvim/Porto Editora. Tenho um segundo livro infanto-juvenil, «A terra dos gatos», que foi publicado em 2015, também pela Porto Editora. Publiquei ainda um pequeno conto infanto-juvenil, intitulado «O Anjo da Guarda», no Caderno de Natal de 2002 do semanário Expresso e, mais recentemente, um texto intitulado «Aquele que nos maltrata», em Março de 2016, na Revista Egoísta, dedicado ao tema traição. Curiosamente acabei por usar uma pequena parcela deste último texto no livro «O jogo do medo», que estava na altura a escrever, no capítulo da Marian. Tenho ainda um livro de reflexões, que escrevi na sequência da morte do meu pai e como homenagem a ele, a aguardar publicação. Dentro daquilo que tenho escrito e não publicado, ainda na gaveta, tenho algumas pequenas histórias muito antigas que podem lembrar estes livros, que podem ter sido a génese deles. Agora, escrito a sério e dentro deste género, para adultos e com uma extrema carga de violência, este foi o primeiro.

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“Tenho imensa curiosidade pelo que não vemos, mas sentimos”

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Fábio Santos acaba de publicar – pela Capital Books – “Guerra sagrada – Amael”, o primeiro volume de uma saga recheada de anjos e demónios, que tem Lisboa como cenário. Conversámos com este autor, para entendermos melhor a sua escrita.

Que tal a sensação de ver o primeiro livro publicado?

É meio uma experiência fora do corpo. Sempre gostei de criar e escrever histórias, mas jamais coloquei a hipótese de ter um livro publicado ou até que pessoas gostassem do que escrevo, apenas no reino dos sonhos é que me permitia tais pensamentos. Ver este publicado é estranho, ainda me estou a habituar, mas é algo extraordinariamente bom, na linha de ver um sonho concretizado.

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