“O meu objetivo é passar uma mensagem positiva sobre a luz que cada um carrega dentro de si”

Joana Ribeiro Correia escreveu “Quando for grande quero ser psicóloga”, livro infantil que explica aos mais pequenos o sentido desta profissão. Ilustrado pela sobrinha da autora, este título rapidamente se transformou num sucesso da Pastel de Nata Edições.

joana ribeiro

O que te levou a escrever este livro?

Sou psicóloga clínica, com um fascínio especial por trabalhar com crianças. Escrever este livro foi a realização de um sonho antigo e explicar o que é a minha profissão às crianças. O facto de ter uma sobrinha com oito anos, a Gabriela, também foi um grande passo porque assim consegui vários insights para chegar até este livro. Esta pequenina consegue alertar-me para pequenas situações do dia-a-dia que têm tanta importância para um futuro próximo. Passamos muitas horas na conversa, brincamos muito e assim fui reunindo um conjunto de ideias até chegar a este livro! Consegui escrevê-lo juntando o facto de explicar o que faz um psicólogo e associar o papel da psicóloga a uma situação concreta comum no dia-a-dia de cada criança: a competitividade nas escolas, bondade e amizade, valores éticos e morais. Como cereja no topo do bolo consegui que a Gabriela fizesse todas as ilustrações, o que me deixou escandalosamente feliz ao ver a minha história nos desenhos da minha sobrinha. E no fim de colocar toda a história no computador contei com o apoio de amigos que me deram dicas e sugestões importantes.

 É um título baseado na tua própria experiência pessoal? Onde foste buscar a inspiração?

Ao longo da minha carreira e a partir de uma extensiva pesquisa sobre ansiedade infantil, observei os efeitos da pressão social sofrida pelas crianças que se manifesta como uma voz oculta que as incentiva a serem melhores do que as outras, tudo isso transparece na forma de ser, nas personalidades que se formam e provoca sofrimento, ansiedade e medo. Por isso mesmo, este livro resume-se numa narrativa autobiográfica e na conversa animada entre a Mimi e a Gabi (eu sou a Mimi, é assim que a Gabriela me chama desde que me identificou como tia e madrinha). Criámos duas personagens muito engraçadas e personalizadas à situação, o Senhor Invejoso – aquele dos olhos grandes com uma língua gigante e sempre distraído com atacadores desapertados e uma linda Luzinha. O objetivo é passar uma mensagem positiva sobre a luz que cada um carrega dentro de si e que a competitividade dê lugar à cooperação, amizade e bom ambiente.

E que feedback tens recebido dos leitores?

Tem sido fantástico. A ideia inicial foi só contar a história e publicar o livro, mas com o sucesso nas primeiras apresentações públicas foram acrescentadas outras ideias. O artesão Luis Cardoso fez quatro personagens do livro em fantoches, o que ainda motiva mais o interesse das crianças. As crianças adoram quando conto a história com a ajuda dos fantoches personalizados do livro. Elas mergulham na história e acabam sempre por dizer “ah, então eu sei onde anda o Senhor Invejoso, mas eu gosto mais da Luzinha”. Mandei fazer lápis de carvão personalizados com as figuras do livro, a verdade é que sempre que tenho esgotam! Sinto que a minha mensagem chegou ao destino, mas ainda tenho muitas ideias para desenvolver o projeto e outras histórias para contar. Um dos elogios que guardarei para sempre no coração foi o da minha professora de escola primária, aquela que me ensinou a ler e a escrever.

Recebeste apoio de alguém, ao longo deste processo?

Sozinhos o caminho é sempre mais difícil e no fim de colocar toda a história no computador contei com o apoio de amigos que me deram dicas e sugestões importantes, que me enriqueceram a história. Realço a positividade na Nataliya, as dicas do Bernardo e todas as sugestões da professora doutora Ana Cristina Almeida, que me deu o prestígio de aceitar fazer o prefácio do livro. Tenho esta sorte de ter amigos maravilhosos perto de mim e de igual forma uma família extraordinária, os meus avós, a minha mãe, o meu pai, a minha mana, o meu cunhado e a minha curiosa sobrinha. São estes que me ajudam a alimentar e a acreditar nos meus sonhos, foram eles que sempre me ensinaram a ter uma Luzinha perto de mim e com voz!

Como está a decorrer a divulgação do livro? Mais fácil ou difícil do que imaginaste quando o decidiste publicar?

Mais fácil. A internet é um mundo que a informação circula a uma velocidade incontrolável e quando temos a sorte de uma notícia do livro se cruzar com alguém que tem uma luzinha muito brilhante, essa pessoa partilha a notícia. Tenho reparado que há muitas luzinhas espalhadas! Depois também tenho contado com o apoio da editora Pastel de Nata e da Capital Book. A comunicação social tem ajudado bastante, notícias deste livro já sairam em muitos jornais. Também tive o apoio da página do Portal dos Psicólogos, que divulgou este livro por muitos colegas de profissão. Até tive a oportunidade de dar uma entrevista para a TSF – Crónica Pais e Filhos. O livro está a venda há seis meses e sinto que vou a meio do caminho, porque ainda falta chegar esta mensagem a muitos meninos e meninas! E tenho a minha agenda diária cheia com convites para apresentar o livro nas escolas de primeiro ciclo e pré-escolas.

 Já tens outros projetos literários em mente?

Tenho um problema, estou sempre a engravidar ideias. Estou cheia de ideias giras, tanto para este tema como para futuros projetos! Tenho uma sede grande de fazer coisas. Acredito que juntos vamos continuar a dar vida à Luzinha.

E um livro mais para os adultos, já pensaste nisso?

Na noticia que saiu no portal dos psicólogos, escrita pela psicóloga Valéria Barancelli, dizia-se: “Com lindas ilustrações feitas pela doce Gabriela, é um livro que vale a leitura não só para as crianças, mas para adultos, nomeadamente pais e educadores…”. Eu tenho essa percepção e sei que ao ser um livro para crianças e acreditando que os pais mantém o habito de ler uma história aos seus filhos, a mensagem chega às varias gerações. Até me atrevo a dizer que este livro deveria ser lido por muitos adultos, a competitividade exagerada não é saudável para ninguém.

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Um pensamento sobre ““O meu objetivo é passar uma mensagem positiva sobre a luz que cada um carrega dentro de si”

  1. Estou feliz por esta aventura Dra Joana Correia !!! o Amor e carinho que as crianças nos transmitem no mundo actual ,está alertar a sociedade em que vivemos !! felizes as que tem pais e família para as compreender assim como esta titia maravilhosa !!! acredito plenamente muitos pais deveriam tambem ler este livro !!! que muitas Luzinhas continuem a iluminar muitos corações e almas que tanto precisão !!! Desejo lhe as maiores Felicidades,acredito isto é só um inicio de uma grande caminhada para o bem da sociedade um abraço de LUZ

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