“Publicar um livro era um sonho e é muito gratificante realizá-lo”

Sofia Cardoso publicou um registo autobiográfico intitulado “2015 ao pormenor”, a sua estreia literária, em setembro deste ano. Depois de escutar o feedback dos seus primeiros leitores, esta autora já prepara novas incursões pelo mundo das letras.

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Qual a sensação de publicar o primeiro livro e como é que este “2015 ao pormenor” foi recebido pelos leitores?

Difícil resumir o que se sente… Antes de mais, um profundo reconhecimento. Por ver um ano de trabalho recompensado e o meu tímido talento valorizado. Publicar um livro era um sonho e é muito gratificante realizá-lo. Só que não basta a editora acreditar, é preciso que o público esteja lá depois para o apreciar e este meu “2015 ao pormenor” tem sido muito bem recebido pelos leitores. Aquilo que as pessoas mais realçam é o lado positivo, otimista, a par da prova de força e superação que reconhecem nele. Dizem-me que se revêem nas minhas palavras, que a leitura é agradável e que transmite uma energia positiva que é inspiradora, o que me deixa particularmente feliz porque é precisamente esse o objetivo maior da minha escrita: tocar de alguma forma quem me lê. Depois recebo também elogios ao ritmo e ao meu estilo muito próprio. A propósito, chegou-me a reação de uma criança de sete anos que ao ler uma passagem exclamou de entusiasmo para a mãe: «parece poesia!», o que prova que o livro é abrangente, podendo cativar várias idades. Tenho também quem me diga que quando começou não conseguiu parar. Que a ideia da estrutura do livro está muito boa, porque é fácil de ler. Já pus a ler quem não gostasse de o fazer, por exemplo… Sobretudo, quem se encontrou nas suas páginas, ficou sensibilizado e achou graça, desde logo, ao desafio de se procurar, sabendo naturalmente que faz parte dele. Se bem que, devo dizer, ainda haja quem desconheça que inspirou um ou mais pormenores deste livro, fazendo assim também parte dele sem saber…

Uma das coisas mais difíceis para novos autores é a promoção das suas obras. Como é que está a pensar fazer a sua?

Nos tempos que correm, o recurso mais óbvio e imediato é sem dúvida a promoção nas redes sociais. Mantenho um blogue há dois anos, ao qual associei uma página no Facebook, onde criei também recentemente uma outra página com o nome do livro. Para além desta, o livro também já consta do site https://www.goodreads.com/, uma outra rede social direcionada a leitores, com o propósito específico de divulgar obras literárias e trocar experiências/opiniões a respeito. Para muito breve, já no próximo mês, está agendada a apresentação do livro numa loja FNAC, o que acredito que trará um novo impulso promocional, a par de novos eventos que a todo o tempo se podem organizar e desenvolver no terreno, nomeadamente, a participação em feiras do livro. Por fim, a editora tem os seus próprios recursos e conto, naturalmente, com a sua total colaboração no mesmo sentido.

Este livro é uma obra muito pessoal, um diário da sua vida ao longo do ano passado. Foi difícil escrevê-lo?

Escrevê-lo, tecnicamente falando, não. Porque escrevo com muita naturalidade e facilidade sobre o que sinto e vivo, sem receios, pudores ou preconceitos, daí que a opção por um livro autobiográfico tenha sido para mim uma decisão óbvia de quem está na sua zona de conforto. Sou orgulhosamente uma pessoa transparente, mas inteligente o suficiente para saber o que pretendo revelar exatamente. Só me exponho até onde quero mas o que revelo é absolutamente genuíno e sincero. Difícil foi apenas gerir o tempo dedicado a cada dia e, mais ainda, o trabalho terapêutico que lhe serviu de base, de encontrar pormenores positivos em dias realmente cinzentos. Esse foi o maior desafio porque num ano, e neste meu em particular, há sempre dias banais ou, em contrapartida, dias até bastante tristes, dos quais é extremamente complicado retirar algo de bom. Ainda assim… Missão cumprida.

 E agora que planos tem para novas edições? Já tem mais algum projeto literário na calha?

O segredo é a alma do negócio… Digamos que estou a esboçar uma nova ideia que continuará a não fazer parte do campo da ficção, porque partirá das minhas próprias vivências, mas que não pretende ser exatamente autobiográfica. Qualquer coisa mais virada para o mundo que me rodeia, com menos sentimento intrínseco e mais análise descritiva, num estilo narrativo e mais leve, com um toque humorístico ou talvez até sarcástico que também me é característico. Algo diferente que ainda não passa disso mesmo, de um projeto. Para além disso, continuo a considerar a hipótese de compilar os melhores textos do meu blogue, assim haja oportunidade.

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