“Os anos 60 cativam-me pela liberdade e pela afirmação”

Filipe Queiroga assina “O Infante”, o relato da viagem do jovem Zacarias até França, durante os anos 60 do século passado, numa jornada à descoberta do mundo e de si próprio. Conversamos com este autor, para entender mais sobre a sua escrita.

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Este é o seu primeiro livro? Porque o decidiu escrever?

Sim, é o meu primeiro livro. Comecei a escrever há vários anos, mas apenas poesia, sem nunca ter editado qualquer trabalho e apenas por satisfação pessoal. Entretanto senti vontade de experimentar algo diferente, porque sempre gostei de ler e porque achei que poderia ter outra liberdade de criação ao escrever um romance.

“O Infante” aborda a temática do “maio de 1968”, a onda de contestação estudantil que abalou a França e a sociedade ocidental. Que razões para invocar este episódio da história?

Apesar de não os ter vivido, os anos 60 cativam-me pela liberdade, pela afirmação e pelo romper de barreiras. E o “maio de 1968” concentra em si muito daquilo que foram esses anos e essa geração, ou seja, escrever algo sobre o “maio de 1968” não é escrever sobre aquele mês e sobre Paris, mas antes sobre um pouco de tudo aquilo que se viveu em diversas cidades do mundo, durante vários anos. Para além de que uma pessoa como o Zacarias se encaixa na perfeição nesses ideais sonhadores.

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Mas este título é também sobre as relações de um jovem com uma sucessão de mulheres que vai conhecendo. De certa maneira, o personagem principal está também à descoberta do amor?

O Zacarias provém de uma família pobre, sem grandes recursos, mas sempre desvalorizou as coisas materiais na sua vida, dando privilégio às relações humanas como a amizade e o amor. E mesmo com todas as contrariedades que lhe foram aparecendo pela frente, nunca se absteve de dar mais um pouco de si ou de se entregar a outra relação. Contudo, talvez tenha sido o amor que tenha vindo ao encontro dele. Aí, inevitavelmente, foi descobrindo o amor em todos aqueles diferentes contextos.

De que forma tem corrido a divulgação e promoção do livro? E que feedback tem recebido dos seus leitores?

Como ainda não foi feita qualquer apresentação pública do livro, a divulgação ainda é um pouco circunscrita à minha área de influência. No entanto sinto uma reação muito boa por parte de quem já leu “O Infante”, o que me deixa bastante agradado.

Planos para um próximo livro, já tem alguma coisa nova para escrever de seguida?

Neste momento estou já a trabalhar em dois novos projectos. Um deles, que relata uma história passada durante os conflituosos anos de 1940 na Segunda Guerra Mundial, pretendo ter pronto até meados do próximo ano. O outro, como está ainda no início, ficará para depois.

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