“Coloco o coração ao dispor dos meus personagens e deixo fluir”

Vanessa Lourenço lança brevemente “A batalha de Sekmet”, o segundo volume de uma trilogia que decorre num universo mágico povoado por uns gatos muito especiais. A autora partilha o seu processo criativo e como consolidou o seu percurso literário.

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“A batalha de Sekmet” é a sequela de “A cria negra de Felis Mal’ak”? O que te levou a escrever este novo título?

“A cria negra de Felis Mal’ak” foi o primeiro volume de uma trilogia que tenho vindo a desenvolver, da qual “A batalha de Sekmet” constitui o segundo volume. Neste novo título, atingimos a concretização da ação que permanece latente ao longo de “A cria negra de Felis Mal’ak”. Este segundo volume revela a verdadeira dimensão da trama e põe à prova, de formas surpreendentes, os personagens que conhecemos no primeiro volume da trilogia.

Mas pegas em personagens do teu primeiro livro, que agora reaparecem aqui para continuar o universo que criaste…

Sim. Na medida que se trata de uma trilogia, os personagens permanecem os mesmos. Ainda que a densidade desses mesmos personagens aumente, por força dos desafios que terão que enfrentar no desenrolar da acção.

Escreves sempre num estilo muito próprio, dando aos gatos um papel primordial. O que provoca esta proximidade tão grande aos felinos?

A proximidade aos animais sempre foi uma caraterística muito acentuada em mim, mas no que diz respeito especificamente à escolha dos gatos para esta fase do meu percurso literário, isto prende-se com a situação especifica de todo este processo se ter desenrolado a partir da perda de um gato que para mim foi muito especial.

Entre a escrita do primeiro e deste segundo título, o que mudou? Sentes-te agora uma autora mais madura? O processo criativo alterou-se em alguma forma?

O meu processo criativo permanece o mesmo: coloco o meu coração ao dispor dos meus personagens e deixo a escrita fluir. A acção dos meus livros não é planeada com antecedência, deixo que os personagens decidam para onde querem que a história se dirija e surpreendo-me sempre com o resultado. Não posso dizer que no decorrer da escrita me aperceba que algo mudou, mas sem dúvida que ao analisar o resultado final noto uma consistência diferente na forma como a história passa para o papel neste segundo volume.

De que forma o contacto com os leitores do teu primeiro livro te tocou? Tens recebido muito feedback?

Eu não sou uma pessoa de pessoas. Sou um bicho do mato e contador de histórias. E nesse sentido o meu maior receio neste percurso enquanto autora sempre foi o contato com as pessoas. No entanto, os leitores de “A cria negra de Felis Mal’ak” levaram-me ao encontro de uma realidade onde esse receio se revelou infundado, dado o carinho com que me receberam a mim e a esta aventura. Tenho recebido feedbacks extraordinários e sinto uma gratidão enorme por todos aqueles que me fazem chegar as diversas formas como o meu livro os fez encarar o mundo e os gatos de forma diferente.

E como não há dois sem três, o que vem a seguir?

Sim, existirá um terceiro volume. Mas mais só saberei quando me sentar e perguntar àquele que será o protagonista do último volume desta trilogia a mensagem que quer partilhar com os nossos leitores.

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