“É um livro que aborda o suicídio e que também fala de homofobia”

Filipe Vieira Branco é o autor de “Deixa-me ser”, um título autobiográfico que conta a sua experiência pessoal no processo de assumir publicamente a homossexualidade. É um livro que aborda na primeira pessoa a homofobia, mas também amor e aceitação.

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De que trata este teu novo livro, que tem um caráter autobiográfico?

Conta a história do meu coming out, do que foi assumir-me como homossexual junto da minha família aos 20 anos e de tudo o que se passou depois disso. É um livro que aborda de forma muito direta o suicídio e que na sua essência fala também de homofobia, preconceito, mas também de amor e aceitação. E fala de outro assunto, que nunca referi na divulgação, porque quero que seja uma surpresa total para quem vai ler. É um assunto ainda mais tabu que a homossexualidade ou o suicídio. É algo de que ninguém quer falar. E sei que vai ser um choque para a maioria das pessoas, mas foi por isso mesmo que o escrevi.

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“Os anos 60 cativam-me pela liberdade e pela afirmação”

Filipe Queiroga assina “O Infante”, o relato da viagem do jovem Zacarias até França, durante os anos 60 do século passado, numa jornada à descoberta do mundo e de si próprio. Conversamos com este autor, para entender mais sobre a sua escrita.

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Este é o seu primeiro livro? Porque o decidiu escrever?

Sim, é o meu primeiro livro. Comecei a escrever há vários anos, mas apenas poesia, sem nunca ter editado qualquer trabalho e apenas por satisfação pessoal. Entretanto senti vontade de experimentar algo diferente, porque sempre gostei de ler e porque achei que poderia ter outra liberdade de criação ao escrever um romance.

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“Coloco o coração ao dispor dos meus personagens e deixo fluir”

Vanessa Lourenço lança brevemente “A batalha de Sekmet”, o segundo volume de uma trilogia que decorre num universo mágico povoado por uns gatos muito especiais. A autora partilha o seu processo criativo e como consolidou o seu percurso literário.

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“A batalha de Sekmet” é a sequela de “A cria negra de Felis Mal’ak”? O que te levou a escrever este novo título?

“A cria negra de Felis Mal’ak” foi o primeiro volume de uma trilogia que tenho vindo a desenvolver, da qual “A batalha de Sekmet” constitui o segundo volume. Neste novo título, atingimos a concretização da ação que permanece latente ao longo de “A cria negra de Felis Mal’ak”. Este segundo volume revela a verdadeira dimensão da trama e põe à prova, de formas surpreendentes, os personagens que conhecemos no primeiro volume da trilogia.

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