“Este livro é uma obra que de certeza irá contagiar o leitor”

“O peregrino” é o novo romance de Luís Ferreira, com lançamento agendado para o próximo dia 5 de novembro. Fomos conhecer os contornos deste título, que marca o regresso do escritor, conhecido pela sua paixão pelo Caminho de Santiago, à ficção.

Luís Ferreira

Depois de “Entre o silêncio das pedras” estiveste três anos sem publicar nenhum novo romance. Porquê este silêncio?

Desde o “Entre o silêncio das pedras” e este novo romance existiram dois livros, “Olhares de um peregrino no Caminho de Santiago” e o “Diário do Xavier Lopes”, mas na verdade não existiu nenhum trabalho de fundo. A envolvência do “Entre o silêncio das pedras” levou a muitas apresentações e isso obrigou a desviar o tempo e o foco para a disponibilidade de um novo projecto e quase que fiquei refém de um livro, tudo girava em torno daquele. Por outro lado, tentei concentrar-me na escrita e fiz diversas tentativas para iniciar algo, mas nada correspondia ao que desejava e me preenchesse como autor. Talvez tenha vivido a falta de inspiração para escrever algo novo. De facto tornou-se a maior travessia do deserto que alguma vez tive, mas provocada por uma luta em querer fazer vingar a obra referida, contra muitas barreiras e sentindo muitas decepções. No entanto, um livro é aquilo que o leitor quer e eu como autor sou também o reflexo disso. É muito tempo investido e trabalho despendido para depois o mercado estabelecer outras regras. Mas é algo que já está ultrapassado.

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“Desejava que as vendas acontecessem pelo conteúdo e não por ser um livro gay”

Miguel Agramonte escreveu “Quando tu nos mentes”, um romance gay que aborda de forma despudorada o tema das traições nas relações amorosas. Meio ano depois da sua publicação, perguntamos ao autor de que forma este título foi recebido pelos leitores.

miguel agramonte

Como foi a receptividade do público ao teu primeiro livro?

Bastante positiva, melhor do que eu esperava. Primeiro porque sou um autor desconhecido – “Quando tu nos mentes” foi o meu primeiro livro editado –, depois por se tratar de uma história homossexual. Ambas as situações poderiam limitar, à partida, a receptividade ao livro. No entanto, três aspectos contribuíram para o que se verificou: o lançamento do livro em Lisboa,  o processo de venda e o facto de a primeira impressão ter-se esgotado na Feira do Livro de Lisboa.Também muito agradável tem sido a interacção com leitores desconhecidos, principalmente através de mensagens que recebo no Facebook e com quem, na maioria, vou mantendo um contacto pontual e descontraído.

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