“É incrível que a intolerância persista e numa escala maior”

André Ferreira publica, este mês de novembro, o seu primeiro livro. Com a chancela da Capital Books, “O jornalista americano” é uma história que cruza o romance histórico com algumas pitadas de fantasia. Conversamos com este jovem autor de Vila Franca de Xira para saber o que o faz escrever e que mais projetos literários tem entre mãos.

andré ferreira

Porque resolveste escrever agora o teu primeiro livro?

O livro esteve fechado cerca de dois ou três anos na gaveta, já depois de estar totalmente escrito. Ao longo desse tempo, fui fazendo vários cortes e limando arestas, até chegar ao resultado final. O porquê de ser agora? Porque só agora me pareceu que ele estivesse pronto a ser publicado.

“O jornalista americano” encaixa bem na categoria Fantasia. É um género que gostas?

Sim, porque permite espaço de manobra e que, de alguma forma, abordemos a realidade de forma diferente e estabelecendo uma comparação entre duas épocas. Ver que, apesar de os protagonistas serem outros, os problemas são os mesmos.

Onde te inspiraste para escrever uma obra que é uma viagem no tempo e por vários momentos históricos de Lisboa?

A ideia principal surgiu em 2001 quando, numa pesquisa online, descobri um artigo sobre o massacre de Lisboa de 1506, acontecimento que apenas tem uma menção no livro. Fiquei bastante surpreendido como esse evento, parecia ter sido apagado da nossa memória coletiva e comecei a pesquisar mais sobre a Inquisição e o papel que a intolerância religiosa vem tendo ao longo dos tempos. É incrível que, mais de 500 anos depois, a intolerância persista e numa escala maior.

Que outros autores gostas de ler?

De tudo um pouco: de Dan Brown a José Saramago, de José Rodrigues dos Santos a Anne Rice, de Patrick Suskind a Marion Zimmer Bradley.

Como pensas agora promover “O jornalista Americano”?

As redes sociais são atualmente um ótimo meio de divulgação, porque chegam a um grande variedade de público. Estou a apostar na minha página no Facebook, mas é claro que o contato presencial com o público será essencial.

Para lá deste título, já tens planos para outros livros?

Sim. Neste momento estou a terminar um outro livro, onde explico que seres são estes que perseguem o protagonista de “O Jornalista Americano”. Mas para já estou focado na promoção da história que é agora lançada.

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