A surpreendente biblioteca da Academia de Ciências de Lisboa

Biblioteca da Academia de Ciências

A biblioteca da Academia de Ciências de Lisboa ocupa o Salão Nobre da Academia das Ciências (localizada nas proximidades do Bairro Alto) e destaca-se pelas pinturas do teto (atribuídas a Pedro Alexandrino de Carvalho), pelas estantes de talha dourada que revestem as paredes e pela galeria em redor da balaustrada. É considerada uma das mais importantes bibliotecas de Portugal, especialmente nas áreas da língua e cultura portuguesa e está aberta a membros da Academia, a cientistas e ao público em geral. Para além de obras modernas, integra a antiga biblioteca do antigo Convento de Jesus, reunindo um espólio de 3.000 manuscritos portugueses, árabes, espanhóis e hebraicos, bem como uma valiosa coleção de livros dos séculos XIV, XV, XVI e XVII. A biblioteca da Academia de Ciências acolhe também uma das mais completas coleções de periódicos de todo o mundo, nas áreas de Ciências e Humanidades e guarda os arquivos pessoais de personalidades como Gago Coutinho e Henrique Barrilaro Ruas.

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“A cria negra de Felis Mal’ak” atinge 2ª edição e chega ao Feijó

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Vanessa Lourenço, a autora de “A cria negra de Felis Mal’ak”, prepara-se para uma nova apresentação da sua obra. O evento terá lugar dia 19 de dezembro (sábado), às 15h00, no auditório da junta de freguesia do Feijó. Por cada livro vendido nesta sessão, um euro reverterá para os “Focinhos Felinos”, um agrupamento de voluntários que ajudam os animais. Esta apresentação vai também celebrar o sucesso da autora, que conseguiu a proeza de atingir uma segunda edição do seu livro, escassas semanas depois de o mesmo ter sido lançado. Vanessa Lourenço diz que “a interação com os leitores tem sido extraordinária, todos os dias recebo testemunhos muito positivos, cada vez mais leitores me contatam com uma imensa curiosidade em conhecer esta história. Já recebi comentários de leitores nos EUA, Reino Unido, Suíça e Canadá, o que é incrível”. A autora garante ainda que não podia estar mais feliz. Não se trata apenas de um livro, pretende-se que seja uma ferramenta por intermédio da qual as pessoas possam descobrir que há muito mais nos laços que estabelecem com os animais do que aquilo que a vida de todos os dias nos mostra”. Este primeiro livro de Vanessa Lourenço foi publicado pela Capital Books em outubro e é a história de um gatinho negro que, na companhia de outros felinos muito especiais, se prepara para travar uma batalha que decidirá o futuro de todos os gatos no nosso planeta. Pode ser adquirido no site da Capital Books, na wook.pt e na amazon.com.

“Utilizei emoções da minha vida para escrever este romance”

Adelaide Miranda estreia-se na ficção este novembro, com o romance “Reflexos da Lua”, uma surpreendente história sobre um amor proibido, publicada pela Capital Books. Mas a autora angolana tem outra surpresa na manga, pois também vai publicar o “Guia prático da carapinha”, um manual direcionado a todas as mulheres africanas.

Adelaide Miranda

Como começou o seu interesse pela escrita? Já vem de há muito tempo?

Comecei por escrever poemas soltos nos cadernos da escola, até que no 10 ano ou 11 ano, a minha colega Helena Antunes ofereceu-me um livro em branco. Foi um presente de aniversário que me marcou muito. Ela disse-me que assim já não corria o risco de perder as minhas poesias. E a partir daí comecei a escrever com mais frequência. As minhas dúvidas, os meus conflitos, as minhas paixões… Desabafava com as folhas em branco. E quando fui apresentada à poesia de Florbela Espanca, identifiquei-me tanto com ela que nunca mais parei de escrever.

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Madalena Condado publica primeiro livro de nova saga

Madalena Condado

Madalena Condado – a autora de “Yggdrasil – Profecia de sangue”, que assinou com o pseudónimo MBarreto Condado –  vai publicar, ainda antes do próximo Natal, o primeiro de uma nova saga “onde vamos conhecer um grupo de amigas muito especiais, unidas pela confiança e pelo amor, tutoras que são mais do que aquilo que aparentam ser, uma casa que esconde caminhos secretos e que nos transportam para mundos paralelos, seres antigos, guerreiros, guardiões, velhos livros. Nesta saga existe magia, intriga, amores, ódios, desejos e morte”. Trata-se do primeiro volume de uma saga que levará estas amigas, ao longo de uma trilogia, a descobrirem a sua verdadeira essência e a contornarem obstáculos impossíveis. A autora confirma, com este novo título, a sua preferência por universos fantásticos e explica que “adoro sonhar com o impossível e este género permite-me fazê-lo. Neste livro coloquei situações reais que me aconteceram num passado não muito distante. E deu-me um tremendo gozo a forma como o acabei, indo contra todas as expectativas da minha maior crítica, que já o leu. Adorei a reação dela, quando terminou a leitura”. Para o lançamento do seu livro, Madalena Condado garante estar a preparar algo fantástico: “os guardiões representados neste livro são seres verdadeiramente excepcionais e tentarei que o lançamento público do livro seja feito no espaço que ocupam, em Lisboa. Espero com isso chamar a atenção para a sua recuperação e para a importância que tiveram desde sempre na sua relação com o meio ambiente e com o próprio homem. E mais não digo!”.

Regresso adiado

amor

Há muito tempo que me tinhas pedido para recomeçarmos tudo de novo, mas eu continuava a dar-te uma resposta no silêncio: “talvez… quem sabe, um dia! Ou talvez não; talvez nunca mais, talvez até nem volte a resultar”. Por não me sentir preparada para esse voltar ao teu lado; no vidro do carro num dia de chuva encontrei um pequeno pedaço de papel com a tinta já desbotada – devia estar ali há horas! – que dizia: “volta”.

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“O inspetor Alexandre Melo e as suas histórias vieram para ficar”

Paulo Costa Gonçalves é o autor do recém-publicado “Sob estranhos céus”, a esperada sequela de “O herdeiro de Antioquia”. Sociólogo de formação, este autor transformou a sua paixão pelas ciências humanas nas aventuras do inspetor Alexandre Melo, uma espécie de Hercule Poirot contemporâneo bem cruzado com episódios da história.

Paulo Costa Gonçalves

O que te levou a escrever esta sequela?

Esta sequela surgiu a pedido dos leitores, que acharam que o cruzamento da história com a minha história poderia ir mais além. Quando escrevi “O herdeiro de Antioquia”, pensei que aquela história ficaria por ali, isto apesar de posteriormente reconhecer que tinham ficado algumas janelas e portas abertas para uma eventual sequela. Mas honestamente não foi essa a ideia inicial, apenas aconteceu porque o estilo que imprimo ao que escrevo é o de deixar, para a imaginação do leitor, vivências intrínsecas sobre o desenrolar dos acontecimentos. Acontece que os leitores pediram mais porque ficaram curiosos sobre o destino de alguns personagens e porque a leitura que fizeram era a de que alguns personagens não seriam bem aquilo que aparentavam ser. Em suma, na imaginação de inúmeros leitores talvez tivesse existido alguma manipulação de acontecimentos ao longo de “O herdeiro de Antioquia” e alguns personagens não fossem na realidade o que aparentavam.

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“Eu estou destinado a escrever”

Fábio Pinto é um jovem de 25 anos, que nasceu em Valença do Douro. Publicou recentemente, pela Capital Books, a obra “Palavras que desejei dizer-te”. Enquanto se muda para Mirandela, para estudar ciências da comunicação, este autor prepara um novo trabalho, um romance que já tem nome: “Entre o inferno e o paraíso”.

Fábio Pinto

“Palavras que desejei dizer-te” foi lançado há poucos meses atrás, como foi recebido pelos leitores?

Até agora está a correr melhor do que alguma vez poderia ter imaginado! Fiquei verdadeiramente entusiasmado com a receção e os comentários dos leitores.

Este título retratava um amor não correspondido, num raro exercício de transparência pessoal. Foi preciso coragem para o publicar?

Sim, foi preciso muita coragem, bem como a certeza que seria o certo a fazer. Todos vivemos um amor, uma paixão que nos marca e, por mais que queiramos esquecer, é impossível. Foi um amor correspondido até ao dia em que acabou. Muitas coisas foram ditas, mas ficaram tantas palavras por dizer. Foi um amor que transcendeu a loucura, onde o prazer e o amor se tornaram um só. Sem limites, a não ser o de saciar o desejo. Toda a gente tem uma cicatriz que carrega durante a vida, a minha é esta. Daí surgiu o livro “Palavras que desejei dizer-te”, o meu diário inacabado da minha história de amor acabada. Surgirá ainda um segundo volume, “Suspiros de paixão ” como podem ler no meu blog, os novos textos por lá publicados serão a continuação deste título.

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“É incrível que a intolerância persista e numa escala maior”

André Ferreira publica, este mês de novembro, o seu primeiro livro. Com a chancela da Capital Books, “O jornalista americano” é uma história que cruza o romance histórico com algumas pitadas de fantasia. Conversamos com este jovem autor de Vila Franca de Xira para saber o que o faz escrever e que mais projetos literários tem entre mãos.

andré ferreira

Porque resolveste escrever agora o teu primeiro livro?

O livro esteve fechado cerca de dois ou três anos na gaveta, já depois de estar totalmente escrito. Ao longo desse tempo, fui fazendo vários cortes e limando arestas, até chegar ao resultado final. O porquê de ser agora? Porque só agora me pareceu que ele estivesse pronto a ser publicado.

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“Perder a memória é devastador e não sabia como lidar com isso”

Patrícia Rebelo é a autora de “Um dia disseste que eu devia escrever um livro”, um novo título a publicar pela Capital Books já em novembro. É um relato pujante e destemido de uma jovem que perde acidentalmente parte da sua memória e que, em resultado disso, não consegue reconhecer e manter o seu namorado. Mas as dificuldades começam quando parte à reconquista de Diogo, o seu antigo namorado…

Como é que chegaste aos caminhos da escrita? É uma coisa que começou de que forma e quando?

A escrita é algo muito natural para mim. Não sei o momento exato em que se tornou parte essencial de mim. Sei que não foi desde pequena, porque nessa altura eu só gostava de desenhar. Talvez tenha surgido depois da morte do meu pai, quando eu senti necessidade de me expressar e não conseguia fazê-lo verbalmente. Até porque na escrita, expressava-me de mim para mim e assim não tinha de dar grandes explicações, eram apenas os meus sentimentos. Até porque uma criança, numa fase de pré-adolescência, começa a ter muitos sentimentos que precisam de ser exteriorizados quando acontece algo assim. Julgo que a morte tenha sido, o grande detonador, apesar de nessa altura escrever muito esporadicamente. A escrita apareceu a cem por cento, num sentimento de “isto faz mesmo sentido para mim”, por volta de 2007, quando surgiu o primeiro namorado a sério. Aquele que se apresenta à família. Aquele que é aprovado pela família. Enfim, aquele que se julga que é para sempre. Talvez tenha sido mesmo nessa altura, apesar de eu já ir escrevendo algumas coisas antes. Eu achava, nesta altura, que as coisas eram demasiado boas para estarem guardadas e acabava sempre por fazer textos acerca dele e de nós.  Depois algumas pessoas iam lendo nas redes sociais e até gostavam, fui recebendo elogios e nunca mais deixei de escrever. Claro que assiduamente e com pessoas de vários pontos a lerem, só desde janeiro de 2015, quando criei a minha página do Facebook.

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