“Gosto de ler de tudo, mas identifico-me com Stephen King”

António Parada iniciou a sua carreira literária em 2014, com o título “A Guardiã”, uma história de ficção científica que decorre em Portugal. Já este ano, lançou “Adão e Eva”, um romance ao melhor estilo do mestre Stephen King. Enquanto prepara o seu novo livro, desta vez com um ambiente épico, fomos conhecer melhor este autor de Sesimbra.

António Parada

Como define o seu livro “Adão e Eva”? Um livro policial, fantástico, de terror, erótico ou outra coisa qualquer?

No fundo, é um pouco disso tudo! Podemos traduzi-lo como uma narrativa algo híbrida, mas que resulta muito bem no seu conjunto, tendo como pano de fundo, em destaque, o mistério e o insólito.

A narrativa deste título decorre na serra do Gerês, porque escolheu este cenário?

O Gerês é fantástico e mágico. Com facilidade, conseguimos imaginar um enredo literário fantasioso a desenrolar-se nesse espaço verdejante e polvilhado de recantos sombrios. Agora essas histórias fantasiosas tanto podem dar azo a narrativas de encantar, verdadeiros contos de fadas ou, pelo contrário, histórias mais insólitas, onde o suspense, o erotismo e o macabro se impõem…

A personagem principal é um jovem metálico, que se embrenha numa aventura assustadora. Isto tem alguma coisa de autobiográfico?

Nenhum escritor consegue desenvolver uma narrativa, sem acentuar um certo cunho autobiográfico nas suas personagens. Não sou exceção. Estou presente nesse Afonso, mas não só… De qualquer forma, os seus gostos por uma música mais extrema e intensa identificam-se com os meus e o mesmo se pode dizer sobre a sua concepção e visão sobre os poderes religiosos. A personagem, a obra, insurge-se, a cada passo, contra uma determinada valorização imposta pela moral religiosa. No “Adão e Eva” não existe espaço para o perdão, mas sim para a vingança. Porém, a verdade e a pureza de sentimentos, onde se enquadra o amor, brilham em cada recanto da narrativa. É um livro para quem gosta de viver com intensidade… Pretende desinquietar muitas almas!

A ficção científica, o fantástico e o policial são os seus temas preferidos? Nunca pensou escrever algo completamente fora destas áreas?

Não, embora goste de ler de tudo um pouco, desde José Saramago a José Luís Peixoto, passado por Carl Sagan, Franz Kafka ou Haruki Murakami. Porém, a narrativa com a qual me identifico melhor, é precisamente a de Stephen King.

E para lá dos livros, quem é o António Parada?

É um bom rapaz, que gosta dos prazeres da vida e odeia a hipocrisia. Para além dos seus gostos literários que se colam ao mesmo estilo cinematográfico, pratica desporto com assiduidade e gosta de fazer jardinagem. A música mais extrema, o heavy-metal, é como que uma extensão da sua personalidade.

Adão e Eva

Depois do seu primeiro livro, “A Guardiã”, publicado no verão de 2014, como tem evoluído a sua carreira literária?

Para autor emergente, dou-me por satisfeito, já que tem corrido de forma satisfatória. As minhas obras tem vendido muito bem, mas obviamente que dentro de um contexto ainda limitado, já que as grandes massas ainda não despertaram para os meus livros. Mas incentivo e apoio não me tem faltado. Falta sim, uma melhor divulgação junto de um público mais alargado. Mas tudo tem o seu tempo…

E após este “Adão e Eva”, que mais projetos prepara?

Está já na forja um novo trabalho que, sem abandonar a dimensão fantástica que me caracteriza, possuí um cariz mais épico…Mais não posso revelar!

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