“Sou uma mulher que se tem vindo a descobrir em cada vogal”

Sue Amado escreveu “Pedaços de mim”, romance sobre o amor e uma paixão despudorada, pontilhado de histórias sobre a presença portuguesa na Guiné-Bissau e repleto de invocações aos mistérios da reencarnação. Conversamos com a autora deste título, publicado pela Capital Books e que chega aos leitores neste setembro.Sue Amado

“Pedaços de mim” lê-se como uma autobiografia, é mesmo assim?

Sim, são pedaços de uma vida que não cessa de me surpreender, pelas dores e pelos amores que afortunadamente se vão cruzando comigo, construindo-me e empurrando-me até que eu seja melhor amanhã, do que consegui ser ontem.

A sua passagem pela antiga Guiné portuguesa parece ter deixado marcas profundas. O que recorda desses tempos?

Recordo os cheiros, os sons e os risos, porque foram anos de inocência, de uma felicidade pura e no seio de uma enorme família alargada.

Ao longo do livro, o capitão Nunes é apresentado como uma personagem do passado, uma reencarnação de alguém que esteve presente em vidas anteriores. Porque sentiu isto desta maneira?

Porque os sentimentos que precederam o nosso encontro e o momento em que nos olhamos, mexeu com cada célula do meu corpo, ao ponto de eu saber que só o poderia estar a reconhecer de uma, ou de mais vidas passadas.

Pedaços de Mim

O tema da paixão, das grandes paixões, está omnipresente em toda a narrativa. É uma mulher apaixonada ou uma mulher à procura de uma paixão?

Sou uma apaixonada por tudo, sobretudo pelo prazer que me inunda quando sinto algo que é tão poderoso e que nada jamais se conseguiu igualar. O amor, ele muda tudo e eu quero-o na minha vida, em todas as frentes.

E afinal, quem é a autora que se esconde por detrás da Sue Amado?

Eu sou, em todos os momentos, uma mulher intensa que se tem vindo a descobrir em cada vogal, juntando todas as consoantes que fazem da minha escrita o que sou realmente, porque eu estou em cada palavra e porque não deixo, nunca, nada por dizer. Sou uma sonhadora de pés no chão, uma mãe por vocação e uma fazedora, quando quero, procuro e corro, se andar não me bastar.

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