Como Miguel Cervantes se deslumbrou por Lisboa

Miguel de Cervantes

“Confia no tempo, que costuma dar doces saídas a muitas amargas dificuldades”.

Miguel de Cervantes Saavedra (1547–1616) foi um romancista, dramaturgo e poeta castelhano. A sua obra-prima, Dom Quixote, considerada como o primeiro romance moderno, é um clássico da literatura ocidental e apontado como um dos melhores romances já escritos. A influência do trabalho de Miguel Cervantes é tão grande, que o castelhano é também conhecido como a língua cervantina. O escritor espanhol viveu durante dois anos em Lisboa, entre 1581 e 1583, acompanhando o rei castelhano (Filipe I de Portugal), que rodeado dos seus cortesões esteve também em Lisboa durante esse período. O austero monarca espanhol trocou aqui a monotonia das suas roupas negras e golas brancas, pelos ricos, coloridos e vistosos tecidos de Lisboa. O ambiente festivo e faustoso de Lisboa encantou então Miguel Cervantes, que descreveu os lisboetas como corteses e apaixonados e terá afirmado “para festas Milão, para amores Lusitânia”.

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