“Escrevo para me sentir viva”

Paula Duarte é a autora de dois romances, o último deles – “Sem pecado” – publicado pela Capital Books, no final de 2014. É uma história forte, que expõe a chaga da prostituição e subverte convenções sociais: as personagens de boas famílias são as perversas e as personagens de origens humildes são as generosas e de bom fundo…

paula duarte

Quem é a mulher que se esconde por detrás da autora?

Nada se esconde por detrás da Paula Duarte, apenas se omitem dois nomes que completam os quatro com que nasci. Sou tal e qual como escrevo: simples, direta, objetiva quando a situação o exige e observadora de personagens, que ganham depois vida nos meus romances. E humana, quando o sentimento se escreve em poesia.

De onde é que vem essa necessidade tão grande de escrever?

Não vem de lado nenhum, nasceu comigo. O papel sempre foi um fiel amigo. Nunca tive diários cheios de corações e cores, mas desde muito nova que tenho cadernos baratos, onde me sinto bem quando despejo lágrimas, sorrisos, raiva e sempre muitas letras que correm no meu sangue. É essa a necessidade que sinto, não congelar as minhas veias. Tenho necessidade de escrever para me sentir viva. Nunca deixo algo a meio e, enquanto houver um livro para acabar, tenho uma razão para viver.

E quando não estás a escrever, ocupas-te de quê?

Gosto de ler, ouvir música, ver um bom filme, mandriar, passear e muito mais.

Começaste pela poesia, mas enveredaste depois pelo prosa com dois romances e pequenos contos, que publicas na tua página de Facebook. A poetisa ficou para trás?

Não, mas escrevo poesia desde os 12 ,13 anos, venci alguns concursos… No que concerne à prosa, sempre escrevi e publiquei em vários jornais, trabalhei 20 anos em rádios e jornais. Tenho formação profissional em jornalismo. Os contos que publico, são uma nova vaga dos romances de cordel, que há muitos anos podiam ser lidos em alguns jornais. E as crónicas não tem presentemente nome, mas já tiveram e eram as Coisas levadas da breca. Quanto aos romances, o primeiro chama-se “Reviravolta”, saiu recentemente “Sem pecado” e está para sair “Felina”, que terminei há pouco. Tenho vários livros de poesia prontos, é bem possível que um deles seja editado entretanto.

Sem Pecado

“Sem pecado” é um dedo apontado a quem vive das aparências, dos que preferem parecer ao ser. Esta revolta contra as convenções sociais, vem de onde?

É um livro que contém uma critica social e é baseada num trabalho de reportagem que fiz há alguns anos. É uma história ficcionada, baseada na realidade de vidas reais.

Que experiências recolheste com a publicação deste título?

O quanto se mente, a hipocrisia existente neste meio, o quanto é importante ter uma cor política e dinheiro para divulgar uma obra, que sem qualquer apoio vai andando de mão e mão.

O que andas a escrever por estes dias? Novidades para breve?

Tenho um romance terminado, chama-se “Felina” e é o mais ficcionado que escrevi até hoje. Aqui a realidade é invadida por uma lenda. A realidade dos bastidores da moda e o misticismo de uma lenda, numa história que tem uma mulher como protagonista. E tenho outro no início, que vai surpreender, aqui a música e a escrita casam-se na perfeição e já tem titulo e o primeiro capitulo. Irá chamar-se “És… ABC de minha vida”.

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