García Lorca: o poeta fuzilado pelos fascistas espanhóis

Garcia Lorca

“Há coisas encerradas dentro dos muros que, se saíssem de repente para a rua e gritassem, encheriam o mundo”.

Federico García Lorca (1898-1936) foi um notável poeta e dramaturgo espanhol e uma das primeiras vítimas da guerra civil espanhola. Nasceu na Andaluzia e estudou na faculdade de Direito de Granada. Mudou-se, em 1928, para Madrid onde conviveu com Salvador Dalí e Luis Buñuel. Para além da poesia, dedicou-se à pintura e à música (exímio pianista). Viveu ainda nos Estados Unidos da América e em Cuba, antes de retornar a Espanha, onde criou o grupo teatral La Barraca. Aqui, as suas posições socialistas e republicanas e o facto de ser homossexual assumido, trouxeram-lhe crescentes dissabores. As suas primeiras composições poéticas inspiraram-se na música e folclore andaluzes, bem como na comunidade cigana desta região. A passagem pelos EUA produziu-lhe um horror pela civilização mecanizada, que denunciou em “Poeta em Nova Iorque”, publicado postumamente. No dia 19 de agosto de 1936, García Lorca foi fuzilado à queima-roupa por fascistas espanhóis, numa estrada nas proximidades de Granada. Morreu aos 38 anos e os seus restos mortais nunca foram encontrados.

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