“Se é para dar asas à imaginação, contem comigo”

Madalena Condado publicou, em maio, “Yggdrasil”. O primeiro volume da saga “Profecia do sangue” tem como heroína Maria, uma jovem portuguesa, mas a ação decorre maioritariamente na Irlanda. As aventuras do clã MacCumhaill incluem ação, mistério, romance e muita fantasia, incluindo dragões, poções e magia. Enquanto se prepara a publicação do segundo volume desta saga, fomos conversar com a autora.

Madalena Condado
A Madalena publicou recentemente o seu primeiro livro. Onde andou antes?

Por todo o lado, fiz um pouco de tudo, tentando encontrar o meu lugar, mas nunca me senti tão completa como quando escrevo. Desde sempre que adoro contar estórias, passá-las para o papel foi o passo seguinte. Este ano foi finalmente o início desta nova fase da minha vida, da minha nova era. Incentivada por umas amigas, ganhei finalmente a coragem que me faltava e, além de ter publicado o meu primeiro romance, ainda tive a possibilidade de escrever um texto e um poema, que foram também publicados. Sinto que todas as minhas experiências anteriores foram uma preparação para a chegada deste dia, o dia em que publicaria e nada melhor do que o fazer com “Yggdrasil”. É caso para dizer que a árvore começou a dar os seus frutos.

“Yggdrasil” está repleto de fantasia, ação, romance, humor e até umas cenas picantes… A inspiração veio de que forma?

Toda a ficção tem a sua parte de realidade. Escrevo sempre sem saber que rumo vou tomar. Com Yggdrasil sucedeu exatamente desse modo. Estava a ver umas fotografias da minha última viagem a Dublin e a Glendalough, enquanto ouvia rádio. Por coincidência, passaram naquela altura duas músicas seguidas em que ambos os títulos eram Demons, uma de um irlandês e a outra dos Imagine Dragons. Uma coisa levou à outra e algo me fez sentar ao computador. Já só consegui parar quando tinha “Yggdrasil” completo. Sinto que todas as minhas personagens são uma extensão de mim mesma, de tudo o que me rodeia, de todas as experiências por mim vividas, das pessoas que conheço, do que já fiz ou até mesmo do que ainda gostaria de fazer. Em relação aos momentos mais quentes do livro, esses deixo ao leitor pensar de onde possam ter surgido. Fica a promessa de que as coisas ainda irão aquecer muito mais, em todos os aspectos. Se é para dar asas à imaginação, contem comigo.

Espectros, dragões, poções da imortalidade, runas… Embora tenha nascido em Moçambique, são as tradições nórdicas que a fascinam?

Gosto de pensar que me corre sangue viking nas veias. O meu avô materno era um homem muito bonito, alto, loiro e com os olhos verdes acinzentados. Complementando essa faceta da minha família, tenho um tio e um primo que são uma lembrança desses guerreiros nórdicos. Desde sempre que sinto uma atração por tudo o que envolva as mitologias nórdica e celta e, na Irlanda, estou em casa. Contudo nunca estará fora de questão um livro sobre Moçambique, as suas gentes que também são as minhas e a sua magia. Possivelmente um livro sobre as shetani, os espíritos dos moçambicanos.

Milhares de novos autores tentam, todos os anos, a sua sorte no mercado
editorial. Como é que vai sobreviver nesta selva?

Nasci num local conhecido pela sua terra bela, mas inóspita e por isso sinto-me mais do que capaz de enfrentar esta selva urbana. Acredito naquilo que escrevo e agora estou disposta a ir sempre mais além, para dar a conhecer o meu trabalho ao maior número de pessoas. Ideias de como o fazer não me faltam, algumas das quais já coloquei em movimento. É um trabalho diário, que só dará os seus frutos mais tarde. Mas tenho tempo e vontade. Para já, isso basta-me.

Yggdrasil
Já tem planos para próximas obras?

Já passei a fase dos planos. Acabei de escrever o segundo volume da saga “Profecia do sangue” e o terceiro já está bastante adiantado. Estou a finalizar o primeiro livro de uma nova saga que espero conseguir publicar ainda este ano. Também ela ainda inserida dentro deste género de ficção, toda passada em Portugal deixando, contudo, a porta sempre aberta para aqueles outros mundos que nos preenchem os sonhos.

É sempre este fio da fantasia que a faz escrever, ou poderá haver surpresas?

Adoro escrever sobre mundos paralelos, magia, imortalidade, onde tudo é possível, não levo a vida demasiado a sério. Dito isto, já escrevi alguns romances onde os problemas e alegrias do nosso quotidiano estão bem presentes. Mas que, para já, continuarão guardados na gaveta. Gostava de escrever policiais, onde mais do que o crime, o mistério fosse o fio condutor. É esperar para ver o que ai vem. Sou curiosa por natureza e temerária por opção, pelo que ainda tenho muito para oferecer.

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2 pensamentos sobre ““Se é para dar asas à imaginação, contem comigo”

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