“É uma história sobre a essência de uma verdadeira amizade”

Ana Ribeiro está de volta com “Ao teu lado”, um novo romance sobre dois amigos de infância, que se envolvem amorosamente. A jovem autora revela o que a levou a escrever este livro e reflete sobre os constrangimentos que cerceiam os novos autores.

Ana Ribeiro

“Ao teu lado” é o teu novo romance. De que trata este título?

Mais do que uma história de amor entre dois amigos de infância, é uma história de afetos e da essência de uma verdadeira amizade que se inicia na infância e se prolonga pela vida fora. Também aborda a temática da diferença, a forma como as diferenças entre as pessoas muitas vezes as podem unir para sempre ou interferirem com as relações que estabelecemos com os outros. E o bullying: na infância, Miguel vive num dilema. Se por um lado sente falta de ter amigos, por outro lado não quer fazer amigos por ter medo de ser gozado por ser pobre.

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“O meu objetivo é passar uma mensagem positiva sobre a luz que cada um carrega dentro de si”

Joana Ribeiro Correia escreveu “Quando for grande quero ser psicóloga”, livro infantil que explica aos mais pequenos o sentido desta profissão. Ilustrado pela sobrinha da autora, este título rapidamente se transformou num sucesso da Pastel de Nata Edições.

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O que te levou a escrever este livro?

Sou psicóloga clínica, com um fascínio especial por trabalhar com crianças. Escrever este livro foi a realização de um sonho antigo e explicar o que é a minha profissão às crianças. O facto de ter uma sobrinha com oito anos, a Gabriela, também foi um grande passo porque assim consegui vários insights para chegar até este livro. Esta pequenina consegue alertar-me para pequenas situações do dia-a-dia que têm tanta importância para um futuro próximo. Passamos muitas horas na conversa, brincamos muito e assim fui reunindo um conjunto de ideias até chegar a este livro! Consegui escrevê-lo juntando o facto de explicar o que faz um psicólogo e associar o papel da psicóloga a uma situação concreta comum no dia-a-dia de cada criança: a competitividade nas escolas, bondade e amizade, valores éticos e morais. Como cereja no topo do bolo consegui que a Gabriela fizesse todas as ilustrações, o que me deixou escandalosamente feliz ao ver a minha história nos desenhos da minha sobrinha. E no fim de colocar toda a história no computador contei com o apoio de amigos que me deram dicas e sugestões importantes.

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“Este livro é sobre seguir os nossos sonhos e compreender o caminho que eles traçam”

Ana Beatriz Ribeiro é a autora de “Governa o meu coração”, título a publicar muito brevemente pela Pastel de Nata Edições. Fomos conversar com esta jovem escritora, residente em Amarante, que agora publica o seu primeiro trabalho literário.

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O que te levou a escrever este teu primeiro livro?

A ideia de escrever um livro surgiu com a paixão de ler que, por sua vez, nasceu na disciplina de Literatura Portuguesa. Só depois de ganhar esta paixão é que eu comecei a escrever pequenos textos e a mostrá-los a uma amiga minha. Esta continuou a incentivar-me a escrever e, quando lhe mostrei o texto que deu origem ao livro, ela desafiou-me a continuá-lo. E eu simplesmente fi-lo. E fiquei surpreendida com o resultado, visto que não esperava escrever um livro, apenas queria ver onde é que aquele texto iria parar. Para além disto, o que me levou a escrever o livro foi a necessidade de escrever a história daquelas personagens e a insistência com que elas permaneciam na minha cabeça.

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“Este livro nasceu quando li uma entrevista de uma figura pública”

Joana Reis é a autora de “Jet-Set”, a história de uma mulher viúva forçada a reconstruir a sua vida no meio da alta sociedade. A autora explica-nos porquê e como o escreveu.

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Este é o seu primeiro livro? O que o levou a escrevê-lo?

Antes de responder às perguntas, quero agradecer esta oportunidade à Capital Books/Pastel de Nata Edições, que me deram a oportunidade de realizar um dos maiores sonhos da minha vida: publicar um livro. Obrigado. “Jet-Set” é o meu primeiro livro a ser editado, embora não tenha sido o primeiro a ser escrito. O que me levou a escrevê-lo foi a minha paixão pela escrita.

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“O tempo é generoso, porque nos devolve o que a vida nos tira”

Carla Antunes assina “O artesão”, o novo título da Capital Books, que será lançado em fevereiro. Conversamos com a autora, para conhecer um pouco mais deste livro.

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Queres resumir a história de “O artesão”?

Esta é uma história de amor, um sentimento de infância que cresce condenado a um infortúnio do passado. Nina e Simão são inseparáveis, encurralados no tempo, como peças dum relógio estagnado. Uma promessa que ficou por cumprir e um desgosto tão profundo, capaz de os levar à morte. Até ao dia em que uma tempestade a decide levar e num mero acaso, quando todos a julgavam ter perdido, a vida renasce. Mas desta vez no coração da montanha onde nunca ninguém ousou chegar. Nina desperta, sob um novo olhar, um sentimento que há muito julgava esquecido. Isaac, um ser estranho, pouco afável que a volta a fazer sentir. Do outro lado, o submundo, um misto pouco provável de sentimentos, emoções, a cobiça e a ambição. Tudo o que nos move, mesmo que por fim, o caminho a escolher seja sempre aquele que os uniu desde o inicio.

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“Os livros surgem sempre de um momento, de um impulso…”

Adelaide Miranda é a energética e polifacetada autora de “Amor, traição e kizomba” e de “Reflexos da lua”. Conversamos por ocasião da nova edição deste segundo título.

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Este último ano foi intenso com a publicação de três títulos. Que balanço fazes desta atividade?

Balanço? Acho muito cedo para fazer um balanço. Posso apenas dizer que há ideias que se colam a nós de uma forma e torna-se impossível não as concretizar.

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O fantasma de Natal da tia Emília

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Desde que se recordava, aquele canto da sala era o local oficial da árvore de Natal. E esta era sempre montada no fim-de-semana mais próximo do dia 8 de Dezembro, sempre desligada no dia 7 de Janeiro (dia seguinte ao dia de Reis) e desmontada no sábado seguinte (se este não fosse o próprio dia 7 de Janeiro). Tradições de família, que se foram cristalizando ao longo de décadas. Este 10 de Dezembro era um dia de sol e céu azul, que dissimulava o frio que se sentia do lado de lá dos vidros das portadas de madeira, pintadas de branco. Alberto e o seu sobrinho adolescente olhavam, do meio da sala, o esqueleto verde-plástico da árvore tida como ecologicamente responsável, que acompanhava a família há vários anos. Avaliavam a simetria com que os galhos foram por eles abertos, o ângulo com que a luz incidiria através da janela. Antecipavam os ornamentos e luzes que, dali a uma horas, a tornariam exuberante.

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Era uma vez o Natal

Ele viu-a. Mas ela não o viu. Porque tudo o que ela conseguia ver eram fantasmas, saídos e mantidos numa escuridão que a envolvia e não lhe dava tréguas. Ele viu-a. Dias a fio ele viu-a, deambulando a caminho das obrigações que a vida lhe impunha. A caminho de cada lado, nenhum que lhe permitia manter o mínimo de condições para seguir em frente. Mais ninguém a viu, mas ele sim. Ele viu, escondido atrás da velha sebe que separava a casa dela do resto do mundo, quando ele se foi embora. Entregando-a sem misericórdia ao desespero da sorte que teimava em lhe fugir. Ele viu o que o resto do mundo teimava em ignorar, viu os encolher de ombros alheios, os olhares de pena que teimavam em se esconder e de nada lhe serviam, a ela.
Ele viu-a e sentiu o seu pequeno coração apertar-se a cada pegada profunda que os pés dela desenhavam na neve branca do caminho que percorria todos os dias. Era inverno e era Natal. E por isso havia neve.

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“Este livro foi escrito para ser um clássico, não um livro da moda”

Bruno Vilas é o autor de “O berço do fim”, romance em que os personagens vivem um ardente protagonismo. Conversamos sobre este seu primeiro livro e projetos futuros.

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Este é o seu primeiro livro? O que o motivou a escrever este título?

Este é a minha estreia como romancista, mas a escrita já vem de longa data. Mas só agora saltou cá para fora, para o público em geral, uma espécie de caixa de pandora apocalíptica. “O berço do fim” foi escrito para ser um clássico, não um livro da moda, um livro que será saboreado daqui a 100 anos como se fosse atual, esse é o grande objetivo da minha escrita, criar um buraco no espaço-tempo, onde as pessoas ficam presas durante o tempo em que lêem o livro.

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O meu querido dezembro!

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– Adoro o mês de dezembro! – exclamou a mãe.

– Deus me livre! Que horror! Só frio, chuvas, neves que não nos deixam passar na estrada! – gritou o pai.

– Claro que isso ninguém gosta, mas adoro Dezembro! – disse a mãe muito sonhadora.

– Iá! Eu também adoro dezembro, quando fazem desconto na net e oferecem 5 gigas de net para o meu telemóvel! – disse Bianca, enquanto mexericava no telemóvel.

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